quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Espaços públicos urbanos: lugares de lazer, sociabilidade e memória (artigo)

Compartilho com vocês o artigo Espaços públicos urbanos: lugares de lazer, sociabilidade e memória, elaborado por membros do grupo de pesquisa Turismo, Cultura e Meio Ambiente, dentre eles este que vós escreve, e que foi publicado no segundo número de 2014 do periódico Novos Cadernos NAEA.
Nele, analisamos a apropriação dos espaços públicos urbanos de Belém (Pará) e verificamos aspectos simbólicos dos lugares de lazer, das formas de sociabilidade e a construção da memória social, para compreender as dinâmicas, interações e os arranjos sociais existentes dos usuários do Bosque Rodrigues Alves, da Praça Batista Campos e da feira livre do Bairro da Terra Firme. Considerando que a cidade é realidade social que exprime em sua forma física e em sua dinâmica uma das modalidades fundamentais de "organização” das diferenças e é resultado de vários tipos de processos socioespaciais, gerados pela complexa interação entre os agentes modeladores do espaço, interesses diversos, significações e fatores estruturais, evidenciamos a produção do espaço público pelos grupos e classes que ali estão e o entendimento da importância simbólica desses espaços para esses grupos.
Um versão concisa e em espanhol deste artigo foi apresentada durante a décima edição do Foro OcioGune 2015. Foro Internacional de Investigación, Pensamiento y Reflexión en torno al Fenómeno del Ocio, realizado em junho na Facultad de Ciencias Sociales y Humanas da Universidad de Deusto, em Bilbao (Espanha).

Em casos de citação, recomendo o uso da seguinte referência:
BAHIA et al. Espaços públicos urbanos: lugares de lazer, sociabilidade e memória. Novos Cadernos NAEA, v. 17, n. 2, p. 303-324, jul.-dez. 2014. Disponível em: <http://www.periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/issue/view/109>;.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Van Gogh, a Tragédia e a Cor: Sunflowers - 1

Sunflower - 1, 1889, Vincent van Gogh (1853-1890)

 "Um girassol se apropriou de Deus: foi em
Van Gogh."
(Manoel de Barros, no poema Uma didática da invenção, do O Livro das Ignorãças)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A Segunda Vinda do Mr. Niterói

 
Imagem retirada do site de Gus
Black Alien, o liricista que quer tudo de volta, o mais querido da casa, já está preparado para sua segunda vinda. Pelo menos foi o que o rude boy style declarou recentemente, revelando que o esperadíssimo Babylon by Gus - Vol. II: No Princípio Era o Verbo já está pronto e será lançado e liberado para download na próxima quinta-feira, 3 de setembro [ouça o disco e acesse o link para baixá-lo no final dessa postagem].
Foram onze anos de espera, mas Gus justifica tanto tempo assim: "nesse tempo todo, eu trabalhei com diversos outros MCs, fiz cinema, fiz samba... mas eu não tinha nada pra dizer. Agora, tenho!", uma vez declarou.
E apesar de todos os percalços, todos os fantasmas e demônios que precisou esconjurar e exorcizar, B.A nos brindou durante esse tempo com momentos musicalmente antológicos, como o dueto na música Negro Gato com Luiz Melodia, que também terá participação no volume 2 do clássico lançado em mil novecentos e 2004.
Enquanto esperamos ansiosos a quinta-feira para conferir o resultado do esvaziamento desta outra gaveta de guardados, recordo-lhes que em março deste ano, A Lírica Bereta aproveitava de maneira útil sua passagem pelo YouTube para lançar uma série em 6 capítulos (confira-a no final desta postagem) sobre o processo de gravação e de criação desse segundo disco, e sobre muito mais do que isso. Na série, assim como na campanha de financiamento coletivo do No Princípio Era o Verbo, Gustavo reafirmava com outras palavras e atitudes que “está criando, com a humildade de olhar para trás, a curiosidade de olhar para a frente e a coragem de se olhar no espelho para ver que artistas somos hoje".
Logo, se é verdade que tirar foto é fácil, quero ver quem se retrata, Black Alien está levando à risca a provocação feita onze anos atrás e, deixando-nos de testamento o seu pensamento, conjura o Bem, o Sol e a Vida. E os admiradores de Gustavo só podemos nos sentir felizes em vê-lo assim.

No Princípio Era o Verbo - Capítulo 1

No Princípio Era o Verbo - Capítulo 2

No Princípio Era o Verbo - Capítulo 3

No Princípio Era o Verbo - Capítulo 4

No Princípio Era o Verbo - Capítulo 5

No Princípio Era o Verbo - Capítulo Final
      
Atualização em 03.09.2015:
A seguir, ouça faixa por faixa Babylon by Gus - Vol. 2: No Princípio Era o Verbo e baixe essa tijolada AQUI!

 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Marx voltou

Argentina, tempos atuais. Enquanto uma crise econômica se instala no país, os trabalhadores de uma fábrica gráfica sofrem suspensões e demissões. Um grupo deles decide se organizar para lutar, enquanto os dirigentes sindicais saem em debandada. Martín (Martín Scarfi), trabalhador dessa fábrica, começa a ler O Manifesto Comunista, e, surpreendentemente, encontra-se com o próprio Marx (interpretado por Carlos Weber, de Marx en el Soho). Será sonho ou realidade?
Nos quatro capítulos de Marx ha vuelto (Marx voltou, em tradução livre), o Manifesto é apresentado com clareza, e a cada episódio aparecem as ideias de Marx sobre classes sociais, crises, Estado e comunismo.
Em Marx ha vuelto encontramos uma excelente exposição inicial de parte do pensamento marxiano, criação intelectual que não deve ser passada ao largo, inclusive por aqueles que não se comprazem de seus pressupostos, pois, como diz Martín em um dos episódios, deve-se ser comunista para ler Karl Marx? Por outro lado, o pensamento marxiano é pedra angular para todos aqueles que nos posicionamos criticamente, abaixo e à esquerda, perante a realidade, e que, mesmo se discordamos em alguns momentos de alguns dos paradigmas do método marxista, sabemos reconhecer que talvez sua principal contribuição para a sociedade seja de caráter substancial: a crítica à exploração e às formações socioeconômicas geradas como forma de reprodução do modo de produção hegemônico.
Além dos quatro capítulos que conformam esta websérie, Marx ha vuelto também brinda-nos com um capítulo zero, que simula um inusitado encontro pessoal entre Marx e Leon Trótski (Omar Mussa), que faz uma viagem no tempo para contar ao filósofo alemão sobre o que ocorreu com suas ideias no século XX e, evidentemente, sobre a tirania e hipertrofia burocrática de Josef Stalin.
Marx ha vuelto foi produzida pelo Instituto del Pensamiento Socialista (IPS), e realizada pelo grupo de cinema Contraimagen e o canal de TV online TVPTS, do Partido de Trabajadores Socialistas (PTS). A série está em espanhol, mas possui legendas em português. Desfrutem-na!

Com farinha e sem açúcar,

***

Capítulo 1: Burgueses y proletarios


Capítulo 2: El mercado y las crisis capitalistas


Capítulo 3: El Estado y la revolución

Capítulo 4: La lucha por el poder de los trabajadores

Capítulo zero: Comunismo, el encuentro con Trotsky

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Série de reportagens "Miriti - da tradição à indústria"

No dia 5 de fevereiro de 2015, recebi convite para falar a respeito de minha pesquisa de mestrado, na qual me debrucei sobre a vida associativa dos artesãos e artesãs de miriti de Abaetetuba (Pará), para uma série de reportagens produzidas pela RBA TV, afiliada estadual da Band, sobre os usos da palmeira miriti (Mauritia flexuosa L.f) aqui no estado.
Recebi a equipe de reportagem em casa, no dia 10 de fevereiro, e a matéria em que sou entrevistado foi exibida no dia 29 de abril. Abaixo, deixo com vocês as três reportagens da série produzida pela RBA TV.

Miriti - da tradição à indústria (parte 1)

Miriti - da tradição à indústria (parte 2)

Miriti - da tradição à indústria (parte 3)



quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Campos de produção da cultura e suas arenas públicas

De Salvador (BA), compartilho com vocês o artigo Campos de produção da cultura e suas arenas públicas: discussões a partir de um estudo na Amazônia brasileira. Este artigo será apresentado amanhã (14/08), na última sessão do eixo temático "Formação, Gestão, Divulgação e Produção Cultural", do XI Enecult - Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, considerado o maior encontro internacional de estudos de cultura do Brasil.
Primeiro trabalho resultante de minha dissertação de mestrado em Planejamento do Desenvolvimento - uma vez que os trabalhos apresentados anteriormente compunham o seu processo de elaboração -, neste artigo, apresentamos de forma sinóptica a abordagem teórico-metodológica que nos direcionou naquele estudo e, ao expormos o panorama geral do Campo de Relações no Artesanato de Miriti de Abaetetuba (Pará) e suas respectivas arenas públicas, buscamos fomentar discussões que possam refinar as abordagens das práticas culturais ao ressaltar que são nelas, e não em fatores extrínsecos, que residem as construções de objetos e de formas de representação dos produtores culturais e, consequentemente, as soluções para os seus problemas e para as dificuldades das quais se ressentem.
 
Para acessar o artigo diretamente da página do evento, clique AQUI. Em casos de citação, recomendo o uso da seguinte referência:

FERREIRA JÚNIOR, A.; FIGUEIREDO, S. L. Campos de produção da cultura e suas arenas públicas: discussões a partir de um estudo na Amazônia brasileira. In: ENECULT - ENCONTRO DE ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES EM CULTURA, XI, 2015, Salvador. Anais... [on line]. Salvador: Cult, 2015. Disponível em: <http://www.enecult.ufba.br//modulos/consulta&relatorio/rel_download.asp?nome=65776.pdf>.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Van Gogh, a Tragédia e a Cor: The Potato Eaters

The Potato Eaters, 1885, Vincent van Gogh (1853-1890)
"Sinto-me muito inclinado à melancolia quando vejo tanta gente dar tanta importância às coisas, mas não tenho a mínima intenção de ficar eu próprio melancólico e de deixar abater-se a coragem com que estou armado. Longe de mim esta ideia.
Quem quiser que seja melancólico, para mim já basta, eu quero apenas ficar feliz como uma cotovia na primavera".
(Vincent van Gogh, Etten, 7 de setembro de 1881)

Fora, Temer!