quarta-feira, 21 de março de 2012

"Cada vez que na área do político sois chamados de 'meus filhos', a esfera de vossos direitos políticos desaparece"

O artigo abaixo foi aprovado para o Congresso Nacional das Certificadas FGV, que ocorrerá entre os dias 28 e 30 de março de 2012 em Florianópolis/SC. Originário de minha monografia para obtenção do título de bacharel em Administração pela Faculdade Ideal (FACI), foi orientado pelo Prof. Msc. Josué Monteiro, obtendo nota máxima da Banca Avaliadora.

Com o mesmo título de um post d'O Bloggus

Apesar de não ter o megalomaníaco amor estruturalista-histórico-dialético, com nuances marxistas e flocos de existencialismo, achei essa imagem, retirada d'O Bloggus, muito espetacular!!!

segunda-feira, 19 de março de 2012

As Veias Abertas da América Latina - Prefácio

Vou costurar as veias abertas da América Latina
Dividiram em três, jogaram duas na latrina
Por que a América do Sul quebra?
Por que banqueiros guardam seus dinheiros em cofres em Genebra?
Tony Blair, Saddam Hussein
George W. Bush, Osama Bin Laden também
O demônio e seus assessores diretos
Eu vim pra salvar o mundo pro meu e pros seus netos
(trecho da música América 21, do rapper carioca Black Alien)

Nessa última semana estava tentando terminar de ler A Era dos Impérios 1875-1914, de Eric J. Hobsbawm, mas não resisti em deixar essa leitura de lado e pegar o recém adquirido As veias abertas da América Latina, do uruguaio Eduardo Galeano, que estava em cima de meu criado-mudo aguardando sua vez de ser lido. Então, como bom brasileiro que sou, decidi utilizar nosso famoso jeitinho e colocar essa leitura, de Esquerda, que há tempos despertou meu interesse na frente dos também de Esquerda Burocracia e Ideologia, de Maurício Tragtenberg, e A Teoria Marxista Hoje, organizado por Boron, Amadeo e González. Assim sendo, As veias abertas da América Latina furou a fila e eu descobri que tudo que eu já tinha ouvido e esperava de Eduardo Galeano está muito aquém daquilo que pude constatar. Galeano conseguiu espaço ali ao lado de meus autores preferidos, dentre eles Gabriel García MárquezSérgio Buarque de Holanda, Bukowski, Pedro Juan Gutiérrez e o já citado Tragtenberg, e, por isso, deixo-lhes o prefácio da edição adquirida do livro. Boa leitura!!!


Este volume oferece uma nova versão brasileira de As veias abertas da América Latina.
Esta tradução, excelente trabalho de Sergio Farao, melhora a não menos excelente tradução anterior, de Galeno de Freitas. E graças ao talento e à boa vontade destes dois amigos, meu texto original, escrito há quarenta anos, soa melhor em português do que em espanhol.

*

O autor lamenta que o livro não tenha perdido a atualidade. A história não quer se repetir - o amanhã não quer ser outro nome do hoje -, mas a obrigamos a se converter em destino fatal quando nos negamos a aprender as lições que ela, senhora de muita paciência, nos ensina dia após dia.

*

Segundo a voz de quem manda, os países do sul do mundo devem acreditar na liberdade de comércio (embora não exista), em honrar a dívida (embora seja desonrosa), em atrair investimentos (embora sejam indignos) e em entrar no mundo (embora pela porta de serviço).
Entrar no mundo: o mundo é o mercado. O mercado mundial, onde se compram países. Nada de novo. A América Latina nasceu para obedecê-lo, quando o mercado mundial ainda não se chamava assim, e aos trancos e barrancos continuamos atados ao dever de obediência.
Essa triste rotina dos séculos começou com o ouro e a prata, e seguiu com o açúcar, o tabaco, o guano, o salitre, o cobre, o estanho, a borracha, o cacau, a banana, o café, o petróleo... O que nos legaram esses esplendores? Nem herança nem bonança. Jardins transformados em desertos, campos abandonados, montanhas esburacadas, águas estagnadas, longas caravanas de infelizes condenados à morte precoce e palácios vazios onde deambulam os fantasmas.
Agora é a vez da soja transgênica, dos falsos bosques da celulose e do novo cardápio dos automóveis, que já não comem apenas petróleo ou gás, mas também milho e cana-de-açúcar de imensas plantações. Dar de comer aos carros é mais importante do que dar de comer às pessoas. E outra vez voltam as glórias efêmeras, que ao som de suas trombetas nos anunciam grandes desgraças.

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Nós nos negamos a escutar as vozes que nos advertem: os sonhos do mercado mundial são os pesadelos dos países que se submetem aos seus caprichos. Continuamos aplaudindo o sequestro dos bens naturais com que Deus, ou o Diabo, nos distinguiu, e assim trabalhamos para a nossa perdição e contribuímos para o extermínio da escassa natureza que nos resta.
Exportamos produtos ou exportamos solos e subsolos? Salva-vidas de chumbo: em nome da modernização e do progresso, os bosques industriais, as explorações mineiras e as plantações gigantescas arrasam os bosques naturais, envenenam a terra, esgotam a água e aniquilam pequenos plantios e as hortas familiares. Essas empresas todo-poderosas, altamente modernizadas, prometem mil empregos, mas ocupam bem poucos braços. Talvez elas bendigam as agências de publicidade e os meios de comunicação que difundem suas mentiras, mas amaldiçoam os camponeses pobres. Os expulsos da terra vegetam nos subúrbios das grandes cidades, tentando consumir o que antes produziam. O êxodo rural é a agrária reforma; a reforma agrária ao contrário.
Terras que poderiam abastecer as necessidades essenciais do mercado interno são destinadas a um só produto, a serviço da demanda estrangeira. Cresço para fora, para dentro me esqueço. Quando cai o preço internacional desse único produto, alimento ou matéria-prima, junto com o preço caem os países que de tal produto dependem. E quando a cotação subitamente vai às nuvens, no louco sobe e desce do mercado mundial, ocorre um trágico paradoxo: o aumento dos preços dos alimentos, por exemplo, enche os bolsos dos gigantes do comércio agrícola e, ao mesmo tempo, multiplica a fome das multidões que não podem pagar seu encarecido pão de cada dia.

*

O passado é mudo? Ou continuamos sendo surdos?
As veias abertas da América Latina nasceu pretendendo difundir informações desconhecidas. O livro compreende muitos temas, mas talvez nenhum deles tenha tanta atualidade como esta obstinada rotina da desgraça: a monocultura é uma prisão. A diversidade, ao contrário, liberta. A independência se restringe ao hino e à bandeira se não se fundamenta na soberania alimentar. Tão só a diversidade produtiva pode nos defender dos mortíferos golpes da cotação internacional, que oferece pão para hoje e fome para amanhã. A autodeterminação começa pela boca.
Em 27 de julho de 2001, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, perguntou aos seus compatriotas:
- Vocês já imaginaram um país incapaz de cultivar alimentos suficientes para prover sua população? Seria uma nação exposta a pressões internacionais. Seria uma nação vulnerável. Por isso, quando falamos de agricultura, estamos falando de uma questão de segurança nacional.
Foi a única vez em que não mentiu.

Eduardo Galeano (Montevidéu, 2010) 


Van Gogh, a Tragédia e a Cor: Vase with gladioli and China asters

Vase with gladioli and China asters, Paris, 1886 - Vincent van Gogh (1853-1890)
"[...] quando começamos a considerar as coisas com um olhar livre e confiante, não podemos voltar atrás e nem hesitar".
(Vincent van Gogh, Amsterdam, 3 de abril de 1878)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Eu claustrofóbico (Trecho do livro Trilogia Suja de Havana, do cubano Pedro Juan Gutiérrez)


Fiquei muitos anos tentando me desprender de tanta merda que se acumulou em cima de mim. Não era fácil. Se você passar os primeiros quarenta anos de sua vida sendo um sujeito dócil, domesticado, acreditando em tudo o que lhe dizem, depois vai ser quase impossível aprender a dizer "não", "vão à merda", "me deixem em paz".
Mas eu sempre consigo... Bom, quase sempre consigo o que quero. Desde que não seja um milhão de dólares ou um Mercedes. Mas nunca se sabe. Se eu desejasse essas coisas poderia conseguir. No fundo é só isso que importa: desejar algo. Quando você deseja alguma coisa, com força, já está no caminho. É feito o arqueiro zen que lança a flecha sem pensar no alvo. E insiste nisso durante muitos anos que consegue acertar na mosca, com esse método que inverte a lógica.
Bom, quando comecei a não me preocupar com as "coisas importantes", as "coisas importantes" dos outros, e a pensar e agir um pouco mais para mim mesmo, entrei numa fase difícil. E fiquei muitos anos assim: à margem de tudo. Mantendo equilíbrio. Sempre na beira do precipício. Em outra etapa desta aventura que é a vida. Aos quarenta anos você ainda está a tempo de largar a rotina, o sufoco estéril e tedioso, e começar a viver de alguma outra maneira. Só que quase ninguém tem coragem. É mais seguro continuar na mesma, até o final. Eu estava endurecendo. Tinha três opções: endurecia, ficava maluco ou me suicidava. Assim era fácil decidir: precisava endurecer. [...]

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Discurso de Orador da Solenidade de Formatura da Turma de AGBF 2011.2 - Administração/FACI/FGV*


*Discurso escrito por Amarildo Ferreira Júnior e lido na solenidade de formatura realizada no auditório da Faculdade Ideal (FACI) no dia 16 de janeiro de 2012 por Jorge Giordano.

Agora, é só aguardar o open bar Baile de Formatura!!!
Foto da Turma tirada no Mangal das Garças dia 1º de Outubro de 2011
Camiseta personalizada da Turma
Boa noite, mantenedores, professores, formandos, pais, amigos e convidados!
“Já apertaram o botão da folia”, diz a música dos pernambucanos da Nação Zumbi. Outra música, desta vez do poeta da MPB Chico Buarque, fala sobre se guardar para quando o Carnaval chegar. Existe melhor metáfora para expressar nossa alegria neste momento do que o mais conhecido evento brasileiro? Existe melhor época para uma turma alegre e boêmia como a nossa comemorar sua formatura? Acredito que não! Ora, depois de tantas ocorrências, chegamos ao clímax de uma caminhada e de uma fase sem igual em nossas Vidas.
Há exatos quatro anos atrás, parte de nós ainda não se conhecia, mas hoje se pode dizer que estamos nos conhecendo e reconhecendo mutuamente. Não foi fácil chegar aqui, e nem esperávamos que o fosse, o que é comprovado pelo fato que de quatro turmas de calouros que encheram esse auditório há um par de ontens atrás, apenas uma permaneceu na caminhada. E, qual o porquê disso? Disser-íamos que somos melhores? Acho que não nos cabe o mérito de tal julgamento, pois, infelizmente, desconhecemos em plenitude os motivos daqueles que não chegaram até aqui conosco, mas os agradecemos pelos momentos juntos, embora muitos tenham sido extremamente céleres. Assim, sugiro que nossa afirmação seja de que somos persistentes e competentes naquilo que nos propomos e o que nos trouxe até este momento pode ser resumido no uso do verbo CONQUISTAR!
Conquistar em um sentido amplo, pois não conquistamos apenas o grau de bacharel em Administração: conquistamos amigos, amadurecimento pessoal e profissional, prestígio, respeito e conhecimento. E essas conquistas nos mudaram, não apenas fisicamente, como podemos constatar quando damos uma olhadinha nas imagens que registraram esses oito semestres e nos vemos com rosto de garotos e garotas. Em um fevereiro, como este, entramos pela primeira vez neste mesmo auditório para assistir nossa aula inaugural como jovens cheios de sonhos, e hoje estamos de volta com muitas realizações e mais um punhado de sonhos colhidos pelo caminho.
Pode-se dizer que a maioria de nós entrou aqui recém-chegados à juventude e deslumbrados com tudo, e agora podemos afirmar que saímos fazendo os outros ficarem deslumbrados. E isso não é ausência de humildade e modéstia, mas o autorreconhecimento de nossas competências e limites, afinal, fomos vitoriosos em todos os eventos promovidos pelo Prof. Oswaldo Jr., e que tinham a agradável característica de fazer o lúdico conversar com o científico. Portanto, agradecemos ao Prof. Oswaldo por todas essas oportunidades de fazermos uma academia renovada, inovadora e que pensa diferente, pois foram algumas visitas técnicas ricas em conhecimento (dentre elas, uma exótica visita a um curtume que teve o que falar) e tantos eventos diferenciados que nos sentimos no direito de exigir um certificado adicional que reconheça nossa ênfase em Artes!
Bem, já que citei um de nossos tutores durante esse processo em que evoluímos, nada melhor do que estender nosso agradecimento aos demais profissionais que nos envolveram com seus ensinamentos, colocando no rumo certo aqueles que iniciaram essa caminhada com alguma desorientação e fortalecendo o foco dos que já sabiam o que queriam. Ora, se este discurso ainda se faz ecoar pelo auditório, pode-se dizer que o Prof. Josué Monteiro é um dos grandes responsáveis, afinal foi ele quem nos ensinou que palavras lacônicas e simplistas empobrecem o trabalho e, embora essa oratória que fui incumbido de apresentar não empobreça nota alguma, teríamos esvaziada uma cerimônia de colação em que não colocássemos o que aprendemos durante nosso curso.
E o que falar das reflexões sócio-ético-político-filosóficas que pudemos ter com o prof. Claudio Carvalho? Com elas pudemos ser e agir como seres humanos melhores, que olham para o próximo, e podemos citar como exemplo disso as ações desenvolvidas no município de Igarapé-Mirim, numa iniciativa da colega de classe Ana Claudia, que foram abraçadas por todos: pela turma, pelos professores, pela coordenação do curso e por alguns de nossos amigos e familiares. Também agradecemos e elogiamos a atuação da prof. Tereza Cruz, que além de nos proporcionar conhecimentos valiosos para o relacionamento e a forma de tratar as pessoas que irão formar as organizações que por nós são ou serão geridas, também atuou como elemento que iniciou o processo de catalisação de uma turma que tinha tudo para ser problemática, e até o foi em algum momento, afinal, somos administradores e não santos - com sua atuação, professora, pudemos aprender a respeitar nossas diferenças e perceber que é a diversidade que nos faz forte.
E, por conta dessa diversidade, temos algumas histórias e estórias dignas de uma Comédia da Vida Acadêmica, principalmente em certos churrascos que nos fez perceber um estranho fenômeno: em churrascos acadêmicos, carne e pessoas são mutuamente excludentes, afinal, quando tínhamos carne em demasia, tínhamos poucas pessoas; e quando tínhamos muitas pessoas, pouca (na verdade, quase nenhuma) carne aparecia. Sei lá, pode ser que isso seja algum equívoco de percepção (e acredito que a Gestalt que a Prof. Tereza nos ensinou consiga explicar isso!), mas somos assim mesmo: folclóricos, polêmicos, competentes, sem muito medo de passar por ridículos e hilários, pois já dançamos, atuamos, corremos e tivemos até aniversário que trocou de data sem aviso-prévio à aniversariante!!!
Então, diga-me, CRIATURA, o que será que a professora Rossi está pensando disso tudo? Tememos não saber, mas a agradecemos pelos conhecimentos passados e esperamos que, para utilizar um termo comum em seus comentários, seu pensamento não seja que estejamos fazendo um “samba do crioulo doido”. Devemos agradecer, também, à prof. Carol (...zinha!) pelo profissionalismo e competência que a caracteriza. Ao prof. Tadeu, deixamos nossa estima e satisfação de tê-lo como professor por mais de uma oportunidade e de podermos receber dele não apenas seus conhecimentos, que são muitos, mas também termos tido a chance de ouvir muitas de suas experiências de vida que se tornaram exemplo a ser seguido pessoal e profissionalmente.
Outra pessoa de quem não podemos esquecer é a prof. Shelley Primo, que teve uma estadia conosco marcante, embora tão rápida, por ter se mostrado nossa amiga e nos dado força em um momento delicado (para fazer uso do eufemismo) dentro da academia. Também estendemos nossos agradecimentos aos demais professores que se fizeram presentes em nossa jornada, pelos conhecimentos e experiências compartilhadas e pela exigência que tiveram conosco, fazendo-nos profissionais que não se contentam com mais do mesmo, e à coordenação do curso, por ouvir nossas exigências, pelas discussões que estabelecemos e, embora não tenhamos conseguido alcançar a realização de todas nossas demandas, nos apoiou em muitas de nossas realizações.
Com nossos amigos, dividimos a alegria desta conquista, e hoje sabemos (não que outrora já não sabíamos, mas relutávamos muito a entender) que os momentos em que dispensamos suas companhias e convites de festas para cumprirmos nossas responsabilidades acadêmicas estão sendo bem recompensados com o que essa cerimônia representa em nossas vidas. Não podemos esquecer, também, de nossas companheiras e companheiros amorosos pelo entendimento, nem sempre fácil, de nossas ausências ou de nosso humor instável, ocasionado por trabalhos e provas que exigiam muito de nossa capacidade, criatividade, tempo e, por vezes, paciência.
A Deus, enviamos não apenas nossos agradecimentos por essa graça alcançada e pelos momentos em que nos livrou da PS ou em que não nos deixou adquirir SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Acadêmica), mas, também enviamos nossos pedidos de continuar sendo lâmpada para nossos pés e nossos louvores por ser tão maravilhoso conosco. E quanto aos pais? O que podemos dizer? Devemos tudo a vocês e reconhecemos que nossa conduta como adultos é corolário do direcionamento que nos deram desde os mais tenros anos de nossas vidas. Portanto, a vocês não temos mais o que fazer do que dedicar essa conquista.
Bem, devo terminar esse discurso antes que vocês me obriguem a fazê-lo, mas, antes disso, quero deixar alguns versos que demonstram o significado que esse momento solene deve ter para cada um de nós:

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que já têm a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...

É o tempo da travessia...
E se não ousarmos fazê-la...
Teremos ficado... para sempre ...
À margem de nós mesmos...”

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Van Gogh, a Tragédia e a Cor: Basket with Potatoes

Basket with Potatoes, 1885 - Vincent van Gogh (1853-1890)
"Aquele que vive sinceramente e encontra aflições verdadeiras e desilusões, e que jamais se deixa abater por elas, vale mais que os que sempre vão de vento em popa, e que conheceriam uma prosperidade apenas relativa. Pois, em quem constatamos da maneira mais visível um valor superior, senão naqueles a quem se aplicam as palavras: 'Lavradores, vossa vida é triste, lavradores, vós sofreis na vida, lavradores, vós sois bem-aventurados', senão naqueles que carregam os estigmas de 'toda uma vida de luta e de trabalho suportada sem jamais se curvar'? É bom se esforçar em assemelhar-se a eles".
(Vincent van Gogh, Amsterdam, 3 de abril de 1878)

Fora, Temer!