Mostrando postagens com marcador Nação Zumbi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nação Zumbi. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Discurso de Orador da Solenidade de Formatura da Turma de AGBF 2011.2 - Administração/FACI/FGV*


*Discurso escrito por Amarildo Ferreira Júnior e lido na solenidade de formatura realizada no auditório da Faculdade Ideal (FACI) no dia 16 de janeiro de 2012 por Jorge Giordano.

Agora, é só aguardar o open bar Baile de Formatura!!!
Foto da Turma tirada no Mangal das Garças dia 1º de Outubro de 2011
Camiseta personalizada da Turma
Boa noite, mantenedores, professores, formandos, pais, amigos e convidados!
“Já apertaram o botão da folia”, diz a música dos pernambucanos da Nação Zumbi. Outra música, desta vez do poeta da MPB Chico Buarque, fala sobre se guardar para quando o Carnaval chegar. Existe melhor metáfora para expressar nossa alegria neste momento do que o mais conhecido evento brasileiro? Existe melhor época para uma turma alegre e boêmia como a nossa comemorar sua formatura? Acredito que não! Ora, depois de tantas ocorrências, chegamos ao clímax de uma caminhada e de uma fase sem igual em nossas Vidas.
Há exatos quatro anos atrás, parte de nós ainda não se conhecia, mas hoje se pode dizer que estamos nos conhecendo e reconhecendo mutuamente. Não foi fácil chegar aqui, e nem esperávamos que o fosse, o que é comprovado pelo fato que de quatro turmas de calouros que encheram esse auditório há um par de ontens atrás, apenas uma permaneceu na caminhada. E, qual o porquê disso? Disser-íamos que somos melhores? Acho que não nos cabe o mérito de tal julgamento, pois, infelizmente, desconhecemos em plenitude os motivos daqueles que não chegaram até aqui conosco, mas os agradecemos pelos momentos juntos, embora muitos tenham sido extremamente céleres. Assim, sugiro que nossa afirmação seja de que somos persistentes e competentes naquilo que nos propomos e o que nos trouxe até este momento pode ser resumido no uso do verbo CONQUISTAR!
Conquistar em um sentido amplo, pois não conquistamos apenas o grau de bacharel em Administração: conquistamos amigos, amadurecimento pessoal e profissional, prestígio, respeito e conhecimento. E essas conquistas nos mudaram, não apenas fisicamente, como podemos constatar quando damos uma olhadinha nas imagens que registraram esses oito semestres e nos vemos com rosto de garotos e garotas. Em um fevereiro, como este, entramos pela primeira vez neste mesmo auditório para assistir nossa aula inaugural como jovens cheios de sonhos, e hoje estamos de volta com muitas realizações e mais um punhado de sonhos colhidos pelo caminho.
Pode-se dizer que a maioria de nós entrou aqui recém-chegados à juventude e deslumbrados com tudo, e agora podemos afirmar que saímos fazendo os outros ficarem deslumbrados. E isso não é ausência de humildade e modéstia, mas o autorreconhecimento de nossas competências e limites, afinal, fomos vitoriosos em todos os eventos promovidos pelo Prof. Oswaldo Jr., e que tinham a agradável característica de fazer o lúdico conversar com o científico. Portanto, agradecemos ao Prof. Oswaldo por todas essas oportunidades de fazermos uma academia renovada, inovadora e que pensa diferente, pois foram algumas visitas técnicas ricas em conhecimento (dentre elas, uma exótica visita a um curtume que teve o que falar) e tantos eventos diferenciados que nos sentimos no direito de exigir um certificado adicional que reconheça nossa ênfase em Artes!
Bem, já que citei um de nossos tutores durante esse processo em que evoluímos, nada melhor do que estender nosso agradecimento aos demais profissionais que nos envolveram com seus ensinamentos, colocando no rumo certo aqueles que iniciaram essa caminhada com alguma desorientação e fortalecendo o foco dos que já sabiam o que queriam. Ora, se este discurso ainda se faz ecoar pelo auditório, pode-se dizer que o Prof. Josué Monteiro é um dos grandes responsáveis, afinal foi ele quem nos ensinou que palavras lacônicas e simplistas empobrecem o trabalho e, embora essa oratória que fui incumbido de apresentar não empobreça nota alguma, teríamos esvaziada uma cerimônia de colação em que não colocássemos o que aprendemos durante nosso curso.
E o que falar das reflexões sócio-ético-político-filosóficas que pudemos ter com o prof. Claudio Carvalho? Com elas pudemos ser e agir como seres humanos melhores, que olham para o próximo, e podemos citar como exemplo disso as ações desenvolvidas no município de Igarapé-Mirim, numa iniciativa da colega de classe Ana Claudia, que foram abraçadas por todos: pela turma, pelos professores, pela coordenação do curso e por alguns de nossos amigos e familiares. Também agradecemos e elogiamos a atuação da prof. Tereza Cruz, que além de nos proporcionar conhecimentos valiosos para o relacionamento e a forma de tratar as pessoas que irão formar as organizações que por nós são ou serão geridas, também atuou como elemento que iniciou o processo de catalisação de uma turma que tinha tudo para ser problemática, e até o foi em algum momento, afinal, somos administradores e não santos - com sua atuação, professora, pudemos aprender a respeitar nossas diferenças e perceber que é a diversidade que nos faz forte.
E, por conta dessa diversidade, temos algumas histórias e estórias dignas de uma Comédia da Vida Acadêmica, principalmente em certos churrascos que nos fez perceber um estranho fenômeno: em churrascos acadêmicos, carne e pessoas são mutuamente excludentes, afinal, quando tínhamos carne em demasia, tínhamos poucas pessoas; e quando tínhamos muitas pessoas, pouca (na verdade, quase nenhuma) carne aparecia. Sei lá, pode ser que isso seja algum equívoco de percepção (e acredito que a Gestalt que a Prof. Tereza nos ensinou consiga explicar isso!), mas somos assim mesmo: folclóricos, polêmicos, competentes, sem muito medo de passar por ridículos e hilários, pois já dançamos, atuamos, corremos e tivemos até aniversário que trocou de data sem aviso-prévio à aniversariante!!!
Então, diga-me, CRIATURA, o que será que a professora Rossi está pensando disso tudo? Tememos não saber, mas a agradecemos pelos conhecimentos passados e esperamos que, para utilizar um termo comum em seus comentários, seu pensamento não seja que estejamos fazendo um “samba do crioulo doido”. Devemos agradecer, também, à prof. Carol (...zinha!) pelo profissionalismo e competência que a caracteriza. Ao prof. Tadeu, deixamos nossa estima e satisfação de tê-lo como professor por mais de uma oportunidade e de podermos receber dele não apenas seus conhecimentos, que são muitos, mas também termos tido a chance de ouvir muitas de suas experiências de vida que se tornaram exemplo a ser seguido pessoal e profissionalmente.
Outra pessoa de quem não podemos esquecer é a prof. Shelley Primo, que teve uma estadia conosco marcante, embora tão rápida, por ter se mostrado nossa amiga e nos dado força em um momento delicado (para fazer uso do eufemismo) dentro da academia. Também estendemos nossos agradecimentos aos demais professores que se fizeram presentes em nossa jornada, pelos conhecimentos e experiências compartilhadas e pela exigência que tiveram conosco, fazendo-nos profissionais que não se contentam com mais do mesmo, e à coordenação do curso, por ouvir nossas exigências, pelas discussões que estabelecemos e, embora não tenhamos conseguido alcançar a realização de todas nossas demandas, nos apoiou em muitas de nossas realizações.
Com nossos amigos, dividimos a alegria desta conquista, e hoje sabemos (não que outrora já não sabíamos, mas relutávamos muito a entender) que os momentos em que dispensamos suas companhias e convites de festas para cumprirmos nossas responsabilidades acadêmicas estão sendo bem recompensados com o que essa cerimônia representa em nossas vidas. Não podemos esquecer, também, de nossas companheiras e companheiros amorosos pelo entendimento, nem sempre fácil, de nossas ausências ou de nosso humor instável, ocasionado por trabalhos e provas que exigiam muito de nossa capacidade, criatividade, tempo e, por vezes, paciência.
A Deus, enviamos não apenas nossos agradecimentos por essa graça alcançada e pelos momentos em que nos livrou da PS ou em que não nos deixou adquirir SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Acadêmica), mas, também enviamos nossos pedidos de continuar sendo lâmpada para nossos pés e nossos louvores por ser tão maravilhoso conosco. E quanto aos pais? O que podemos dizer? Devemos tudo a vocês e reconhecemos que nossa conduta como adultos é corolário do direcionamento que nos deram desde os mais tenros anos de nossas vidas. Portanto, a vocês não temos mais o que fazer do que dedicar essa conquista.
Bem, devo terminar esse discurso antes que vocês me obriguem a fazê-lo, mas, antes disso, quero deixar alguns versos que demonstram o significado que esse momento solene deve ter para cada um de nós:

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que já têm a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...

É o tempo da travessia...
E se não ousarmos fazê-la...
Teremos ficado... para sempre ...
À margem de nós mesmos...”

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Nação Zumbi: Marketing Malungo


"A propaganda é a alma do negócio", dizem os marketeiros. Mas, será que é tudo simples assim: invista numa boa campanha de Marketing e o sucesso é garantido? Não, fazer uma boa propaganda para um péssimo produto é solicitar carta de dispensa do mercado! A organização atual deve prezar não apenas pela imagem que passa de si e de seu produto ou serviço, mas também pelo o que entrega ao cliente e pelo o que ocorre ao cliente após o recebimento do produto ou serviço. Com relação a produto e serviço, o Código de Defesa do Consumidor relata, em seu artigo 37, a proibição a publicidades enganosas ou abusivas. Entregar o que se ofereceu e nas condições que ofereceu é o mínimo que se espera de qualquer empresa, é piso, parafraseando o estimado Prof. Msc. Josué Monteiro, do @cursoadmfaci.
Mas, o ponto é que essa conformidade entre o que é entregue e o que se promete não deve se manter apenas em produtos e serviços, deve se expandir para toda a organização, caso contrário os resultados podem ser nada agradáveis. A Arezzo sentiu recentemente na pele (literalmente) o peso desse tipo de postura: prometeu vender tendência em moda mas entregou práticas de maus-tratos a animais! Resultado: foi obrigada a retirar sua "Pelemania" de campo (ou de cabide, como queira). Sem falar na Renault, que "ganhou" um site exclusivamente  para falar dos "atributos" de um de seus produtos.
Enfim, o que defendo é que as empresas não devem apenas se importar com suas campanhas de (De)Marketing, e nem com a conformidade entre anúncio e entrega, mas ir além e alinhar produto/serviço, propaganda e, principalemnte, postura. Um conselho?! Ouçam um pouco mais de Nação Zumbi!


Propaganda
(Nação Zumbi)
"Comprando o que parece ser
Procurando o que parece ser
O melhor pra você
Proteja-se do que você
Proteja-se do que você vai querer
Para as poses, lentes, espelhos, retrovisores
Vendo tudo reluzente
Como pingente da vaidade
Enchendo a vista, ardendo os olhos
O poder ainda viciando cofres
Revirando bolsos
Rendendo paraísos nada artificiais
Agitando a feira das vontades
E lançando bombas de efeito imoral
Gás de pimenta para temperar a ordem
Gás de pimenta para temperar
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Como pode a propaganda ser a alma do negócio
Se esse negócio que engana não tem alma?
Vendam, comprem
Você é a alma do negócio
Necessidades adquiridas na sessão da tarde
A revolução não vai passar na TV, é verdade
Sou a favor da melô do camelô, ambulante
Mas 100% antianúncio alienante
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Eu vi a lua sobre a Babilônia
Brilhando mais do que as luzes da Time Square
Como foi visto no mundo de 2020
A carne só será vista num livro empoeirado na estante
Como nesse instante, eu tô tentando lhe dizer
Que é melhor viver do que sobreviver
O tempo todo atento pro otário não ser você
Você é a alma do negócio, a alma do negócio é você
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar"

Fora, Temer!