quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo


"Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.

A futilidade encarrega-se de maestrá-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores."

sábado, 14 de maio de 2011

AGBF7A ganha o 1º Faci Show levando o lúdico da Turma do Chaves e a sensualidade do tango e da salsa para o palco



No dia 6 de maio de 2011, a Faculdade Ideal realizou seu 1º Faci Show, evento organizado pelo Profº. M. Sc. Oswaldo Jr, e com apoio do corpo docente da faculdade, para integrar o calendário de eventos do curso de Administração da IES. O Faci Show consistiu em um trabalho acadêmico efetivo (TAE), onde os participantes tiveram que demonstrar conhecimentos acadêmicos em conteúdos de três disciplinas de cada semestre, devendo responder a uma questão de cada disciplina selecionada para o evento. O conteúdo abordado foi disponibilizado antecipadamente pelos professores das disciplinas selecionadas, possibilitando aos alunos escolhidos pelas turmas se prepararem. Cada professor disponibilizou duas perguntas de sua disciplina e as respectivas respostas esperadas, que foram colocadas em envelopes lacrados, os quais o aluno escolhia um para responder o questionamento de seu conteúdo. Além dessa etapa do evento de avaliação de conhecimentos, cada turma teve que apresentar dois números artísticos, que poderiam ser desde apresentações musicais até piadas moralmente aceitas, e que, assim como a etapa de perguntas e respostas, eram avaliadas por um corpo de jurados composto por professores da Faci e que atribuíam notas entre 0 e 10,0 para as apresentações, gerando, com a apuração das avaliações, os três primeiros colocados na competição acadêmica e os três primeiros colocados na competição artística. O objetivo do evento foi, além de avaliar o conhecimento acadêmico por meio das perguntas, incentivar nos alunos a aplicabilidade prática de forma interdisciplinar do planejamento e execução de um evento, desenvolvendo no discente uma visão estratégica de composição de relacionamento interpessoal e de direcionamento de esforços para execução de objetivos comuns.
Amarildo esperando o Profº. Josué fazer a pergunta de Gestão da Qualidade 
Ana Claudia aguardando a pergunta de Adm. Estratégica 
A grande vencedora da noite foi a turma AGBF7A, que levou o primeiro lugar tanto na modalidade acadêmica como na artística. Na modalidade de perguntas acadêmicas, a AGBF7A foi representada pelos discentes Amarildo Ferreira Júnior, Ana Claudia Santos e Raul Rodrigues, que responderam questões das disciplinas Gestão da Qualidade, Administração Estratégica e Redes, respectivamente. E, na modalidade talento artístico, foi representada pela encenação do Festival da Boa Vizinhança da Turma do Chaves (Thyago Farias e Gabriel Uliana Gabriel - cortinas; Amarildo Júnior– Seu Madruga e direção da peça; Beatriz Rodrigues – Dona Florinda; Daniela Rodrigues – Pops; Hugo Vasconcelos – Kiko; Jorge Giordano – Nhonho; Leandro Martins – Chaves; e Simony Nishida – Chiquinha), e pela apresentação de um espetáculo de tango e salsa pelo trio Ana Claudia, Clívia Silva e Raul Rodrigues.

Turma do Chaves cantando "Se Você é Jovem Ainda"
Seu Madruga iniciando a apresentanção da Turma do Chaves - "Em cores, ao vivo e em tela panorâmica..."
Quinteto Vizinhança cantando "Sapinhos"
Seu Madruga e as meninas da Turma do Chaves - Daniela Rodrigues, Beatriz Rodrigues e Simony Nishida
"Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda..."
Recebendo das mãos do Prof. Lourenço o troféu de talento artístico (aos fundos Prof. Tadeu e Prof. Allan, e batendo a foto o Prof. Oswaldo Jr)
Ana e Raul dançando tango
Ana, Raul e Clívia dançando salsa 
AGBF7A e o Prof. Tadeu
AGBF7A reunida ao final do evento
Turma do Chaves agradecendo à plateia
Dona Florinda (Bia), Nhonho (Jorge), Seu Madruga (Amarildo), Chiquinha (Simony), Pops (Dani), Kiko (Hugo) e Chaves (Léo Belém)



Vale lembrar que os alunos da AGBF7A também foram ganhadores do I Vinil Festival, realizado no dia 9 de novembro de 2010, quando estavam no 6º período (AGBF6A) e apresentaram espetáculos de dança como Thriller, do Michael Jackson, e Dirty Dance.



sexta-feira, 29 de abril de 2011

“Prontuário de frases para todos os usos para preencher o vazio de nada”

Lendo o Manual de Redação Oficial da Presidência da República achei esse texto que me lembrou o FhC (superlativo de PhD). É um texto "(...) a partir do qual podem ser feitas inúmeras frases, combinando-se as expressões das várias colunas em qualquer ordem, com uma característica comum: nenhuma delas tem sentido! O quadro tem aqui a função de sublinhar a maneira de como não se deve escrever:"

Clique na imagem para ampliar

FONTE: Manual de redação da Presidência da República. 2. ed. rev. e atual. – Brasília: Presidência da República, 2002.




"La tristesse durera toujours"


"Após a experiência dos ataques repetidos, convém-me a humildade. Assim pois: paciência. Sofrer sem se queixar é a única lição que se deve aprender nesta vida".

Aqueles que são mais assíduos a esse blog já devem ter percebido meu gosto pelas obras do pintor holandês do século XIX Vincent van Gogh (1853-1890), o qual comparo, em alguns aspectos de sua vida, com o personagem machadiano Brás Cubas. Enfim, por gostar tanto desse célebre pintor é que iniciarei nova série de postagens, que dessa vez consistirá em imagens das obras do pintor maldito e trechos de suas cartas enviadas ao irmão Théo durante sua vida, deixando o artista falar por si e o leitor extrair o que seu coração encontrar em cada traço. Portanto, apreciem o primeiro quadro dessa galeria de arte quinzenal que será "Van Gogh, a Tragédia e a Cor".


Young Girl in an Apron, 1883

Diversificação corporativa*

*Texto escrito em conjunto com Davi Mesquita, Gabriel Aguiar, Leandro Martins, Rafael Soares e Rodrigo Carneiro Franco.

1. O que é diversificação corporativa?

É quando a empresa opera em múltiplos setores e/ou mercados. No caso de operação em setores diferentes, é denominada estratégia de diversificação de produtos; ao operar em diferentes mercados geográficos, chama-se estratégia de diversificação de mercados; e, se a operação acontece nos dois tipos de diversificação simultaneamente, tem-se a estratégia de diversificação produto-mercado.

Em alguns momentos, quando empresas fazem a verticalização para frente ou para trás de suas operações, acabam diversificando seus produtos ou mercados, pois passam a atuar em mercados ou setores que não atuavam antes, possibilitando aproximação com as matérias-primas (upstream) ou com os clientes (downstream). Entretanto, o foco, na integração, é diferente, com essas diversificações ocorrendo apenas como consequências.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Chicos

Chico Buarque de Hollanda - (1944-...)


Francisco de Assis França (Chico Science) - (1966-1997)
À moça que me deixa zarolho, à moça que me deixa cambaio!

Neste momento queria teu seio para sobre ele me debruçar, porém, atrás da porta, imagina...! Percebi meu desalento e, nessa noite sem lua cheia, caio num choro bandido: o que andará fazendo aquela mulher?
Sei que as vezes acho que essa moça tá diferente, mas, se passeio no mundo livre ou me perco num baile perfumado, me pergunto sobre essa sensação: O Que Será?
De todas as maneiras, sei que sem você, bem querer, ou que apesar de você, Risoflora, sonhossonhos são.
E se tu és a moça do sonho, me pergunto: por que logo eu? Mas, não espero num Ano Novo o chegar de meu acalanto, pois, se é verdade que não existe pecado ao Sul do Equador, não ousarei em gritar: Tira a mão de mim!!!! 
Na verdade, o que desejo é fazer desse amor uma construção, erguida com açúcar, erguida com afeto, para colorir mais e mais minha história! Ora, sei láa Vida tem sempre Razão! E, se você vai me seguir, então quero ser tua tatuagem! Assim, minha Filosofia será essa: pensar no que fazer quando o carnaval chegar e, se morrer é destino certo, desejo morrer de tanto amar.
Então, deixe os olhos nos olhos e tenta traduzir-se! Ora, tu sabes que meu banditismo é por uma questão de classe e por isso peço que a cada volta do malandro se faça teus mil perdões!
Portanto, desejo ouvir dos doces lábios teus a cada amanhecer: Acorda Amor! Mas, se teu falar falar diferente (Vai trabalhar, vagabundo!), ainda assim te darei um chão de esmeraldas onde junto a ti dançarei uma valsa brasileira na noite dos mascarados, mesmo que para tanto eu tenha que pedir favores ao meu caro amigo, Jorge (Maravilha!), lhe agradecendo assim: Deus lhe pague!
(Dom Aquiles Crowley) 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Nação Zumbi: Marketing Malungo


"A propaganda é a alma do negócio", dizem os marketeiros. Mas, será que é tudo simples assim: invista numa boa campanha de Marketing e o sucesso é garantido? Não, fazer uma boa propaganda para um péssimo produto é solicitar carta de dispensa do mercado! A organização atual deve prezar não apenas pela imagem que passa de si e de seu produto ou serviço, mas também pelo o que entrega ao cliente e pelo o que ocorre ao cliente após o recebimento do produto ou serviço. Com relação a produto e serviço, o Código de Defesa do Consumidor relata, em seu artigo 37, a proibição a publicidades enganosas ou abusivas. Entregar o que se ofereceu e nas condições que ofereceu é o mínimo que se espera de qualquer empresa, é piso, parafraseando o estimado Prof. Msc. Josué Monteiro, do @cursoadmfaci.
Mas, o ponto é que essa conformidade entre o que é entregue e o que se promete não deve se manter apenas em produtos e serviços, deve se expandir para toda a organização, caso contrário os resultados podem ser nada agradáveis. A Arezzo sentiu recentemente na pele (literalmente) o peso desse tipo de postura: prometeu vender tendência em moda mas entregou práticas de maus-tratos a animais! Resultado: foi obrigada a retirar sua "Pelemania" de campo (ou de cabide, como queira). Sem falar na Renault, que "ganhou" um site exclusivamente  para falar dos "atributos" de um de seus produtos.
Enfim, o que defendo é que as empresas não devem apenas se importar com suas campanhas de (De)Marketing, e nem com a conformidade entre anúncio e entrega, mas ir além e alinhar produto/serviço, propaganda e, principalemnte, postura. Um conselho?! Ouçam um pouco mais de Nação Zumbi!


Propaganda
(Nação Zumbi)
"Comprando o que parece ser
Procurando o que parece ser
O melhor pra você
Proteja-se do que você
Proteja-se do que você vai querer
Para as poses, lentes, espelhos, retrovisores
Vendo tudo reluzente
Como pingente da vaidade
Enchendo a vista, ardendo os olhos
O poder ainda viciando cofres
Revirando bolsos
Rendendo paraísos nada artificiais
Agitando a feira das vontades
E lançando bombas de efeito imoral
Gás de pimenta para temperar a ordem
Gás de pimenta para temperar
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Como pode a propaganda ser a alma do negócio
Se esse negócio que engana não tem alma?
Vendam, comprem
Você é a alma do negócio
Necessidades adquiridas na sessão da tarde
A revolução não vai passar na TV, é verdade
Sou a favor da melô do camelô, ambulante
Mas 100% antianúncio alienante
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Eu vi a lua sobre a Babilônia
Brilhando mais do que as luzes da Time Square
Como foi visto no mundo de 2020
A carne só será vista num livro empoeirado na estante
Como nesse instante, eu tô tentando lhe dizer
Que é melhor viver do que sobreviver
O tempo todo atento pro otário não ser você
Você é a alma do negócio, a alma do negócio é você
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar"

Fora, Temer!