Uma antiga novela épica chinesa conta a história de um símio nascido de uma rocha mística formada pelas forças primitivas do caos, na Montanha das Flores e Frutas. Aqui se encontram suas 72 facetas!
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Show de Talentos - FACI 2011: Turma do Chaves, Tango e Salsa
Fruto da mente inquieta (e por vezes insana) de:
Amarildo Ferreira
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Empresa Jr FACI está organizando a 1ª Corrida e Caminhada Universitária de Belém
Organização:
A 1ª Corrida e Caminhada Universitária de Belém será um evento composto por uma corrida e uma caminhada, com percurso de 10 e 5 Km, respectivamente, a ser realizado no dia 25/9/2011 com saída e chegada em frente à FACI e horário de largada para corrida previsto para 7:00hs, e para a caminhada as 7:05hs. O evento tem por objetivo desenvolver uma atividade complementar que busca proporcionar ao discente um trabalho efetivo de forma prática e desafiadora na construção de uma relação de parceria e de transferência de conhecimento com outras Instituições de Ensino Superior na cidade de Belém do Pará por meio da realização de uma competição esportiva que terá apoio da Federação Paraense de Atletismo (FPAt).
De caráter amador, o evento contará com uma infraestrutura formada por sistema de sonorização com distribuição de 200 metros lineares, material de isolamento de trânsito, banheiros químicos, postos de hidratação, grades de proteção, pórticos de largada e chegada, tenda de autoridades, postos de apoio médico, pódium e barraca de guarda-volumes. Além disso, será disponibilizado para cada atleta um kit de participação, contendo camiseta, regulamento da competição, medalha, número do peito e lanche.
Não será permitida durante a realização do evento a comercialização de bebidas alcoólicas na concentração e percurso da corrida. Qualquer pessoa poderá participar do evento que se divide nas categorias abaixo:
MASCULINO: FEMININO:
A-15 a 19 anos K – 15 a 19 anos
B- 20 a 29 anos L – 20 a 29 anos
C- 30 a 39 anos M – 30 a 39 anos
D- 40 a 49 anos N – 40 a 49 anos
E- 50 a 59 anos O – 50 a 59 anos
F- 60 a 69 anos P – 60 anos em diante
G- 70 anos em diante Q - Universitária
H- Universitário R – Deficiente Visual
I - Deficiente Visual S - Cadeirante
J - Cadeirante
A-15 a 19 anos K – 15 a 19 anos
B- 20 a 29 anos L – 20 a 29 anos
C- 30 a 39 anos M – 30 a 39 anos
D- 40 a 49 anos N – 40 a 49 anos
E- 50 a 59 anos O – 50 a 59 anos
F- 60 a 69 anos P – 60 anos em diante
G- 70 anos em diante Q - Universitária
H- Universitário R – Deficiente Visual
I - Deficiente Visual S - Cadeirante
J - Cadeirante
Percurso: LARGADA - FACI IV, Rua dos Tupinambás, 1.412 - Rua dos Mundurucus - Trav. Quintino Bocaiúva – Av. Brás de Aguiar – Av. Serzedelo Correa – Av. Conselheiro Furtado – Tv. Padre Eutíquio – Rua João Diogo – Rua 16 de Novembro - Av. Conselheiro Furtado - Rua Roberto Camelier - Rua Fernando Guilhon - Trav. Padre Eutíquio - Rua dos Mundurucus - FACI IV, Rua dos Tupinambás - CHEGADA.
As inscrições poderão ser realizadas no período de 5 a 23 de setembro de 2011, ou até completar a quantidade de 1.000 participantes, mediante o pagamento de taxa única de R$20,00 nos seguintes locais:
· Empresa Júnior – FACI
End.: Rua dos Mundurucus, 1.427 – A, Batista Campos, Belém/PA
Tel./Cel.: (091) 3323-6018/6046/8883-9505
e-mail: oswaldo.souza@grupoideal.com.br
Coordenador: Prof. MSc. Oswaldo Junior
· Federação Paraense de Atletismo (FPAt)
End.: Travessa Dr. Enéas Pinheiro, 1.778, Marco, Belém/PA
Tel./Cel.: (091) 3246-4675
Site: http://www.fpat.org.br/
e-mail: pa@cbat.org.br
Presidente: Ronaldo Estevão Lobato.
Apoio:


| Federação Paraense de Atletismo |
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Amarildo Ferreira
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
GesLinguística - O Idioma da Gestão: Carreira Profissional - "Quem não é visto não é lembrado"
Carreira profissional é um processo pelo qual as pessoas passam e que apresenta algumas lacunas, sendo constituída pela sequência de posicionamentos ao longo da vida profissional do indivíduo, que compreende basicamente 5 estágios: evolução para a idade adulta, transição de meia idade, ponto alto da carreira, declínio, e reposicionamento ou aposentadoria. Dentro desse processo, existem múltiplas opções e diversas oportunidades que podem dificultar o desenvolvimento da carreira, e, por isso, é necessário ao profissional o autoconhecimento, possibilitando, com o conhecimento de suas características e de seus anseios, a melhor escolha do campo de atuação e dos conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para atuar no campo escolhido.
Após a realização do autoconhecimento, o profissional deve identificar as oportunidades de carreira que melhor se relacionam ao seu perfil, e em seguida definir os objetivos de carreira e elaborar o plano de ação, que deve ser o instrumento de transição entre a situação atual e o futuro que se pretende alcançar. Durante esse processo, é importante que o indivíduo tenha consciência de quais recursos necessitará e quais já detém, buscando o aprendizado com as experiências passadas, evitando a repetição de erros do passado. Também é necessário identificar quem pode ajudar, tendo consciência da importância de obter ajuda.
Outro aspecto importante no entendimento do que é carreira profissional é a noção clara de que a casa, as instituições de ensino, os locais de lazer e o trabalho constituem o palco de atuação das pessoas e que, nesse palco, a comunicação constitui fator importante, com 55% dela relacionado à apresentação corporal (gestos e vestimentas, por exemplo), e os 45% restantes sendo divididos entre o modo como se fala (38%) e o conteúdo do que se fala (7%). Logo, a carreira profissional deve ser encarada como fator de grande importância, e por isso deve ser administrada pois, além do valor financeiro que esta gera, há ainda sua relação com a identidade pessoal do profissional e o seu bem-estar físico e mental.
(Texto baseado no conteúdo ministrado na palestra "Carreira Profissional: como construí-la" pelo Adm. João Gomes, diretor da JBS Corretora de Seguros, durante a Jornada do Empreendedor 2011 da Faculdade Ideal - FACI.)
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sábado, 14 de maio de 2011
AGBF7A ganha o 1º Faci Show levando o lúdico da Turma do Chaves e a sensualidade do tango e da salsa para o palco
No dia 6 de maio de 2011, a Faculdade Ideal realizou seu 1º Faci Show, evento organizado pelo Profº. M. Sc. Oswaldo Jr, e com apoio do corpo docente da faculdade, para integrar o calendário de eventos do curso de Administração da IES. O Faci Show consistiu em um trabalho acadêmico efetivo (TAE), onde os participantes tiveram que demonstrar conhecimentos acadêmicos em conteúdos de três disciplinas de cada semestre, devendo responder a uma questão de cada disciplina selecionada para o evento. O conteúdo abordado foi disponibilizado antecipadamente pelos professores das disciplinas selecionadas, possibilitando aos alunos escolhidos pelas turmas se prepararem. Cada professor disponibilizou duas perguntas de sua disciplina e as respectivas respostas esperadas, que foram colocadas em envelopes lacrados, os quais o aluno escolhia um para responder o questionamento de seu conteúdo. Além dessa etapa do evento de avaliação de conhecimentos, cada turma teve que apresentar dois números artísticos, que poderiam ser desde apresentações musicais até piadas moralmente aceitas, e que, assim como a etapa de perguntas e respostas, eram avaliadas por um corpo de jurados composto por professores da Faci e que atribuíam notas entre 0 e 10,0 para as apresentações, gerando, com a apuração das avaliações, os três primeiros colocados na competição acadêmica e os três primeiros colocados na competição artística. O objetivo do evento foi, além de avaliar o conhecimento acadêmico por meio das perguntas, incentivar nos alunos a aplicabilidade prática de forma interdisciplinar do planejamento e execução de um evento, desenvolvendo no discente uma visão estratégica de composição de relacionamento interpessoal e de direcionamento de esforços para execução de objetivos comuns.
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| Amarildo esperando o Profº. Josué fazer a pergunta de Gestão da Qualidade |
| Ana Claudia aguardando a pergunta de Adm. Estratégica |
A grande vencedora da noite foi a turma AGBF7A, que levou o primeiro lugar tanto na modalidade acadêmica como na artística. Na modalidade de perguntas acadêmicas, a AGBF7A foi representada pelos discentes Amarildo Ferreira Júnior, Ana Claudia Santos e Raul Rodrigues, que responderam questões das disciplinas Gestão da Qualidade, Administração Estratégica e Redes, respectivamente. E, na modalidade talento artístico, foi representada pela encenação do Festival da Boa Vizinhança da Turma do Chaves (Thyago Farias e Gabriel Uliana Gabriel - cortinas; Amarildo Júnior– Seu Madruga e direção da peça; Beatriz Rodrigues – Dona Florinda; Daniela Rodrigues – Pops; Hugo Vasconcelos – Kiko; Jorge Giordano – Nhonho; Leandro Martins – Chaves; e Simony Nishida – Chiquinha), e pela apresentação de um espetáculo de tango e salsa pelo trio Ana Claudia, Clívia Silva e Raul Rodrigues.
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| Turma do Chaves cantando "Se Você é Jovem Ainda" |
| Seu Madruga iniciando a apresentanção da Turma do Chaves - "Em cores, ao vivo e em tela panorâmica..." |
| Quinteto Vizinhança cantando "Sapinhos" |
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| Seu Madruga e as meninas da Turma do Chaves - Daniela Rodrigues, Beatriz Rodrigues e Simony Nishida |
| "Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda..." |
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| Recebendo das mãos do Prof. Lourenço o troféu de talento artístico (aos fundos Prof. Tadeu e Prof. Allan, e batendo a foto o Prof. Oswaldo Jr) |
| Ana e Raul dançando tango |
| Ana, Raul e Clívia dançando salsa |
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| AGBF7A e o Prof. Tadeu |
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| AGBF7A reunida ao final do evento |
| Turma do Chaves agradecendo à plateia |
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| Dona Florinda (Bia), Nhonho (Jorge), Seu Madruga (Amarildo), Chiquinha (Simony), Pops (Dani), Kiko (Hugo) e Chaves (Léo Belém)
Vale lembrar que os alunos da AGBF7A também foram ganhadores do I Vinil Festival, realizado no dia 9 de novembro de 2010, quando estavam no 6º período (AGBF6A) e apresentaram espetáculos de dança como Thriller, do Michael Jackson, e Dirty Dance.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
I Vinil Festival
Dia 9 de novembro de 2010, a partir das 18h30min, a Faculdade Ideal vai vivenciar momentos de nostalgia e saudosismo. Venha participar e prestigiar esse evento que vai trazer muita música e dança, tudo em vinil, é claro! Mais um evento que promete ficar na memória da comunidade acadêmica paraense.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Hot Holl Sushi é destaque na VI Semana do Empreendedor da FACI
Nos dias 4, 5 e 6 de maio de 2010, a Faculdade Ideal (FACI) promoveu a VI Semana do Empreendedor, evento anual que ocorre no mês de maio e tem como objetivo dar oportunidades aos acadêmicos da instituição de colocar em prática os conhecimentos adquiridos, aperfeiçoando suas qualidades e fomentando o espirito empreendedor de seus discentes. O evento é formado por uma série de palestras e mini cursos ministrados pelos docentes da instituição e por profissionais que possuam experiência e destaque em suas áreas de atuação, além da Feira do Empreendedor, principal produto do evento, onde são disponibilizados stands a alunos, profissionais e público externo para exposição e comercialização de produtos e serviços, estimulando a criatividade e o talento empreendedor dos participantes, além de possibilitar ampliação do network de todos os envolvidos. Em sua 6ª edição, a Semana trouxe o tema "Capitalizando seu Empreendimento", destacando-se na Feira o stand nº 12 que levou para o evento uma parceria realizada entre os alunos da turma AGBF5A (5º período) Amarildo Ferreira Júnior, Davi Mesquita e Rodrigo Franco com a micro empresa Hot Holl Sushi, especializada na elaboração do prato japonês de forma rápida, barata e com qualidade. O stand inovou não só ao levar um tipo de alimento que não tinha espaço nas outras edições do evento e que é apreciado pelo público que prestigia a Feira, mas também pela decoração, pela forma que seus expositores se relacionavam com todo o público presente e por disponibilizar vendas à crédito ou débito automático. Também foram de fundamental importância o trabalho executado pelos amigos Jorge Giordano e Leandro Martins (ambos da AGBF5A) e pelos representantes do Hot Holl Sushi, Éder Rodrigues e Jonathan.
Da esquerda para a direita:
Rodrigo Franco, Prof. Oswaldo Jr., Davi Mesquita, Jorge Giordano, Amarildo Ferreira, Éder Rodrigues e Jonathan
Os idealizadores da parceria:
Davi Mesquita, Rodrigo Franco e Amarildo Ferreira (segundo o trio, mais surpresas virão, aguardem!)
A equipe reunida
Stand lotado: calma que tem para todo mundo
Ao final do evento o stand ainda disponibilizou uma barca repleta de sushi para o público degustar
Fim de Feira: todo mundo trabalhando para desmontar a decoração montada
Fruto da mente inquieta (e por vezes insana) de:
Amarildo Ferreira
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Conteúdo de palestra ministrada no dia 21/12/2008 na PIB Jardim Sideral

TEMA: “Max Weber e os três tipos puros de dominação legítima”.
OBJETIVO: apresentar e analisar p pensamento weberiano sobre os três tipos ideais de dominação, estabelecendo como tal entendimento pode ser agregado ao cotidiano individual.
OBJETIVO: apresentar e analisar p pensamento weberiano sobre os três tipos ideais de dominação, estabelecendo como tal entendimento pode ser agregado ao cotidiano individual.
Max Weber – Pequena Biografia: Max Weber (1864-1920) foi um sociólogo e jurista alemão, um dos mais importantes intelectuais do final do século XIX e início do XX, considerado um dos fundadores da Sociologia. Dedicou-se a vários estudos sobre Sociologia da Religião e entre suas principais obras estão “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” (1904-5) e “Economia e Sociedade” (1922), onde ele fala sobre os três tipos ideais de autoridade, tema desta palestra.
Poder, dominação e legitimação
Muitas pessoas consideram poder e dominação como sinônimos, entretanto tais conceitos possuem apenas uma ligação e, portanto, diferem entre si. Assim sendo, diz-se do poder como sendo a capacidade de induzir ou influenciar o comportamento de outra pessoa, seja utilizando-se de coerção, manipulação ou de normas estabelecidas, ao passo que dominação (ou autoridade) é o direito adquirido de se fazer obedecido e exercer influência dentro de um grupo, podendo fundamentar-se, como motivo de submissão, em tradições e costumes institucionalizados, qualidades excepcionais de determinados indivíduos, afeto, interesses ou regras estabelecidas racionalmente e aceitas por todos. Muitos autores, dentre eles o próprio Weber, a consideram como uma probabilidade de exercer poder, pois, para tanto, não basta a si somente os motivos citados anteriormente, mas, numa relação entre dominador e dominados, também um apoio em “bases jurídicas”, onde surge a legitimação, ou seja, aquilo que vai possibilitar a crença dos dominados de que a dominação é legítima, sendo, portanto, fundamental ao seu exercício. Assim, autoridade é o estado que permite o uso de certo poder, mas que, para tanto, necessita de preceitos que, segundo Weber, estão ligados - em seu estado ideal – a uma estrutura social e a um meio administrativo diferente para cada um dos três tipos para ser legitimada.
Os três tipos de dominação segundo Max Weber
Em sua obra “Economia e Sociedade”, publicada dois anos após seu falecimento por sua esposa, Weber classifica a autoridade em três tipos, dependendo principalmente das bases da Sociedade em questão, ou seja, das bases de sua legitimidade:
Racional-Legal: origina-se de regras, estatutos e leis sancionadas pela Sociedade ou organização. Tais regras definem a quem obedecer e até quando obedecer, tornando possível a aceitação, por parte dos subordinados, de um superior devido uma consciência de que este tem direito de dar ordens, ou seja, reconhecem que a autoridade está no cargo ocupado e não na pessoa que o ocupa, que só pode exercer a dominação dentro dos limites estabelecidos pelo cargo ocupado. Sendo assim, a associação dominante é eleita ou nomeada pelas leis e regras definidas por todos, com a idéia básica de que qualquer direito pode ser criado ou modificado mediante um estatuto sancionado corretamente, ou seja, que leve em consideração as necessidades de todos os envolvidos, e os subordinados são membros da associação. Aqui o poder é impessoal, obedecendo-se à regra estatuída e não à pessoa; a administração é extremamente profissional e também está subordinada ao estatuto que a nomeou, não possuindo influência pessoal e/ou sentimental; e seu funcionamento tem por base a disciplina do serviço. As nomeações obedecem a exigências e competências profissionais para a atividade de um cargo, são baseadas em contratos de serviço, recebem um pagamento fixo de acordo com o cargo ocupado e possuem iguais chances de ascensão de acordo com as regras pré-estabelecidas. Logo, conclui-se que esta forma de Autoridade nos remete diretamente às instituições burocráticas, onde quem ordena é dito superior e os que obedecem são os profissionais, e que tal dominação só foi possível com a consolidação do Sistema Capitalista de Produção, que realizou a transição de uma Sociedade baseada em valores (tradicional) para uma orientada para objetivos, com regras e controle racional dos meios para atingir os fins. Exemplos: empresas capitalistas privadas, a estrutura moderna do Estado, forças armadas, etc.
Tradicional: tem como base de legitimação, e de escolha de quem a exercerá, as tradições e costumes de uma dada sociedade, personificando as instituições enraizadas no seio desta sociedade na figura do líder. Acredita na santidade das ordenações e dos poderes senhoriais, em um “estatuto” existente desde o principio, com o poder emanando da dignidade própria, santificada pela tradição, e do líder. Neste tipo, quem ordena é o senhor e quem obedece são os súditos, as regras são determinadas pela tradição, regidas pela honra e a boa vontade do senhor, que é considerado justo, e há uma prevalência dos princípios de equidade material em detrimento dos formais na atividade administrativa. Exemplos: a dominação patriarcal (tipo mais puro dessa dominação), uma aldeia indígena, a monarquia, os despotismos, o Estado Feudal, etc.
Carismática: etimologicamente, é aquela apoiada na devoção a um senhor e a seus dotes sobrenaturais (carisma). A influência só é possível devido qualidades pessoais, tais como faculdades mágicas, revelações, heroísmo e poder intelectual ou de oratória, com depósito de confiança em alguém que é visto como um herói, santo, salvador ou exemplo de vida, extinguindo-se quando há perda de credibilidade ou quando as virtudes que geravam tal influência sofrem desgaste. Em outras palavras, a dominação só dura enquanto há carisma. Nesta, quem ordena é visto como líder e os dominados são considerados apóstolos, discípulos, pupilos, seguidores, fãs, etc. O poder é pessoal, ou seja, obedece-se a pessoa por suas qualidades excepcionais e não por uma posição ocupada por ela formalmente ou por uma dignidade advinda das tradições. Este tipo de autoridade não deriva do reconhecimento, por outro lado, o reconhecimento e a fé são considerados deveres. Desconhece o conceito de competência ao nomear seu quadro administrativo sem considerar qualificações profissionais e também o de privilégio ao desconsiderar os costumes. Aqui o dominador é visto pelo dominado como alguém que possui uma missão a ser executada na Terra e, portanto, não necessita de regras e pode ser considerado como acima de toda lei imposta, pois necessitaria apenas de suas qualificações carismáticas para cumprir seus desígnios. Desprende-se da tradição devido à revolução ou renovação que o líder anuncia e a aceitação de suas ordens é de caráter obrigatório, desde que outra, também de origem carismática, não se oponha, quando há uma disputa entre líderes, onde somente a comunidade e a força do carisma de ambos, que será comparada e mensurada, irão decidir de qual lado está a “verdade”. Este tipo de Autoridade é um dos maiores impulsores das revoluções pela qual a humanidade passa, entretanto, por ser extremamente pessoal, tende a ser autoritário em sua forma mais pura. Exemplos: grandes demagogos, heróis guerreiros, profetas, Fidel Castro (na época da Revolução Cubana), Antônio Conselheiro, Gandhi, Jesus Cristo, Adolf Hitler, etc.
Conclusão
O objetivo desta palestra foi explicar os tipos de autoridade descritos por Weber em seu trabalho, entretanto é interessante ressaltar que os três tipos expostos são ideais, não no sentido de que deveriam ser estes os existentes na realidade, mas no sentido de serem projeções “utópicas” que não podem ser encontradas de forma pura na realidade, apresentando-se, freqüentemente, combinados. O propósito de Weber, e que estendo a esta palestra, era fazer uma construção intelectual, exagerando alguns aspectos da realidade, possibilitando uma melhor compreensão da Sociedade em que vivemos. Logo, acredito ser importante atentar para os pontos descritos e verificar qual tipo de Dominação predomina nos meios em que vivemos (escola, empresa, igreja e todas as organizações sociais das quais fazemos parte), podendo, portanto, melhorar nossa convivência ao possibilitar a criação de mecanismos de adequação ou de mudança quando necessário. Também acredito ser importante criarmos um senso crítico com relação às bases da legitimidade de nossas relações de Dominação, seja como dominante ou dominado, para possibilitarmos o nosso desenvolvimento, livrando-se de Dominações que freiem nosso crescimento, e, também, dos outros, adequando nossa forma de dominar da melhor forma para que todos possam se fortalecer com ela.
Bibliografia
-MAXIMINIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da Administração: da escola científica à competitividade na economia globalizada. 2 ed.-São Paulo: Atlas, 2000, Capítulo 3.
-MOTTA, Fernando Cláudio Prestes; VASCONCELOS, Isabella Gouveia de. Teoria Geral da Administração. 3 ed.rev.-São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006. Capítulo 5.
-MAXIMINIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da Administração: da escola científica à competitividade na economia globalizada. 2 ed.-São Paulo: Atlas, 2000, Capítulo 3.
-MOTTA, Fernando Cláudio Prestes; VASCONCELOS, Isabella Gouveia de. Teoria Geral da Administração. 3 ed.rev.-São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006. Capítulo 5.
-WEBER, Max. Os Três Tipos Puros de Dominação Legítima. Tradução de Gabriel Cohen. Rio de Janeiro: VGuedes Multimídia, 2008.
Fruto da mente inquieta (e por vezes insana) de:
Amarildo Ferreira
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Faculdade Ideal promove palestra para explicar características da Crise Mundial.
Evento: “Centro Acadêmico Discute: A Crise Mundial e seus impactos para as organizações
Palestrante: Prof. Mestre e Dr. em Economia e Secretário de Estado da Fazenda/PA José Raimundo Barreto Trindade
Local: Auditório FACI II Data: 28/10/2008
O Centro Acadêmico de Administração da Faculdade Ideal, juntamente com outros colaboradores, promoveu o evento acima citado com o objetivo de esclarecer dúvidas que eventualmente surgiram na Faculdade sobre a atual crise mundial. Assim, o palestrante inicia suas colocações, sob o título de “Crise Financeira - Anatomia de uma Crise típica”, relatando que estamos vivenciando um momento de interrogações, uma busca de entendimentos, onde não podemos ter idéias fixas, e sim compreender a situação a partir de determinadas assertivas sem utilizarmos explicações determinísticas. Assim, Trindade nos apresenta dois modelos teóricos que propõem nos ajudar a entendermos como ocorre uma crise e como esta vem a se estruturar: um modelo neomarxista, inspirado no livro III de O Capital, e o Modelo de Crise de Crédito, formulado por Henry Minsk. Tais modelos utilizados nos mostram que não podemos analisar o sistema capitalista sem considerar que este, comparativamente a um organismo vivo, apresenta momentos de normalidade ou crescimento e momentos de crise, sendo, portanto, um processo cíclico. Assim, sendo um processo, apresenta etapas, que, neste caso, são o boom (auge dos negócios e inicio do processo de declínio) e crash (a “quebra“ da economia, ou seja, a crise em si) e são necessárias para uma revolução na engrenagem econômica.
Ora, se o capitalismo é um processo cíclico, onde as depressões formam uma de suas etapas, qual o motivo de tanto alarde com a crise atual se já passamos por muitas outras e sobrevivemos? Segundo o palestrante, isto se dá apenas pelo fato de que as que outrora passamos eram mais periódicas, ao passo que no século atual as crises são mais desritmadas. Outro fator que deixa de sobreaviso a maioria dos especialistas no assunto, e mais ainda a Sociedade, é o fato de que esta crise surge num país do “centro”, alcançando de forma avassaladora outras nações do globo. Entretanto, não devemos considerar esta crise como “A Crise”, pois para tanto ela teria que desestruturar completamente o Capitalismo, o que acredita-se que não ocorrerá. O palestrante ressalta, utilizando-se da Teoria do Desenvolvimento Econômico de Schumpeter (1911), que as crises são sistemas de aprendizagem do Capitalismo, que se regenera e fortalece após estas, mesmo sem salvar todos seus componentes, pois é característica de qualquer crise a destruição, fragmentação e absorção por outras organizações de algumas instituições. Mas, como ocorre este aprendizado e consequente fortalecimento do capitalismo? Trindade cita a chamada Destruição Criativa, um dos elementos centrais das crises, onde os estragos causados por uma crise abrem espaços para o surgimento de empresas mais estruturadas, impulsiona um desenvolvimento tecnológico, desperta novas oportunidades e cria mecanismos de regulação da economia mais eficazes, provocando uma queda no ritmo das crises. Assim sendo, como teve inicio essa crise? Para isso, devemos entender como funciona o sistema de crédito, principal afetado, e quais fatores provocam sua quebra.
Trindade explica que este sistema funciona com títulos especulativos servindo de base para o surgimento de uma massa crescente de capital fictício, um boom de crédito bancário, formada principalmente por títulos de ações (base de confiança das empresas) e títulos da dívida pública (créditos cedidos ao Estado). Quando ocorre um rompimento de um dos elos dessa corrente, ocorre uma reação em cadeia (overtrading specullation), desestruturando todo o sistema crediário, pois há uma diminuição da emissão de financiamento e outros tipos de crédito devido um aumento do risco moral desse tipo de transação, certo receio às inadimplências. Isto afeta diretamente a principal função desse sistema: financiar as empresas (que, em alguns casos, até podem se autofinanciar, mas não o devem para garantir um grande capital de giro e evitar a escassez de crédito) e o Estado, e recomprar títulos no mercado secundário. Com esta quebra, criam-se situações propensas para uma crise de produção, pois, devido uma necessidade de liquidez e uma depreciação do capital mais acelerada, as empresas são estimuladas a deixarem de produzir para evitar perdas. Assim, as empresas responsáveis por produção de maquinários para produção são as primeiras a sentirem o efeito da crise, retraindo-se por requererem muito crédito, seguidas das empresas de manufatura que, por falta de capital de reposição, fecham o ciclo. Logo, conclui-se que uma crise desse tipo destrói capitais especulativos e produtivos. Assim sendo, como a crise atual está estruturada?
Trindade explica que a crise atual é uma típica crise de crédito. Ela surge nos EUA, com os títulos hipotecários (subprime) servindo como base para erguer diversos outros títulos especulativos, formando sua cadeia de capital fictício. Com a baixa regulação da economia americana, surgida com o neoliberalismo do final da década passada e no decorrer da atual, houve uma quebra no centro dessa cadeia, o que fez desabar a estrutura de créditos americana. Com isso, os bancos passam a ser muito mais seletivos na liberação de financiamentos e empréstimos, o que retira investimentos econômicos, impossibilitando um aumento e até manutenção da produção, fazendo com que empresas quebrem, aumentando o nível de desemprego e ocasionando um efeito cascata. Ora, como a economia americana está estreitamente ligada a outras economias do globo, isto afeta outros países ocasionando uma ação em cadeia. Assim, como o Brasil está interligado com a economia e o comércio mundial, este também é afetado, principalmente com a queda do preço de commodities. Entretanto, os efeitos da crise em nossa economia são atenuados devido o mercado interno ainda está aquecido, o Brasil ter uma baixa exposição fiscal, possuir reservas, ter uma economia mais regulada do que a americana e europeia, ter o capital especulativo mais concentrado e possuir um sistema de crédito menor em relação aos países centrais.
Assim, considero que o evento ajudou a entendermos porque o sistema capitalista passa por momentos de depressão, que tais momentos são uma forma do Capitalismo se realinhar e aperfeiçoar, fortalecendo-se e aumentando seu nível de organização e regulação, esclareceu as consequências que esta crise, em particular, trará para a economia mundial e que, paradoxalmente, está no inicio, mas possivelmente já encaminha-se para um fim. Entretanto, considerei que houve um esclarecimento superficial sobre como as organizações serão afetadas, contudo isto não afetou a qualidade de tudo que foi exposto e já nos deu um conhecimento prévio para analisarmos mais a fundo este aspecto.
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Semana Acadêmica de Administração da FACI é encerrada com brilhante palestra.
Evento: Palestra “CRA – Regulação, Administrador Social e Mercado de Trabalho”
Palestrante: Diretor de Fiscalização e Registro do Conselho Federal de Administração (CFA) Adm. José Célio Santos Lima
Local: Auditório FACI II Data: 25/9/2008
O evento aqui relatado é o desfecho da IX Semana Acadêmica de Administração da FACI, que se iniciou com a execução do Hino do Estado do Pará e da música “Sabor Marajoara”, de autoria do cantor e compositor paraense Nilson Chaves, e com o pronunciamento do Prof. Gilberto Alcindo, coordenador do curso de Administração da FACI, do Prof. de Ciências Sociais e Políticas Cláudio Carvalho e do graduando em Administração Emerson Lima, representante do Centro Acadêmico, que agradeceram a todos os envolvidos na realização do evento e enfatizaram a importância da Semana Acadêmica como forma de intercâmbio de conhecimentos entre acadêmicos e profissionais de destaque em suas áreas de atuação e a conscientização de que o aprendizado deve ser constante. Após os pronunciamentos, desfez-se a mesa e o palestrante José Lima iniciou sua palestra criticando ferrenhamente o Secretário de Gestão do Estado de Alagoas, que classificou a classe administradora alagoana como incompetente num evento realizado na faculdade CESMAC (Centro de Estudos Superiores de Maceió), ressaltando que tal incompetência não provém de administradores em si, mas sim de cabos eleitorais que ocupam cargos administrativos sem qualidade para tal por conta de favores políticos. Após esta critica, ele inicia a demonstração do papel do administrador no Mercado de Trabalho, seus cenários e suas perspectivas.
Lima destaca um fato muito importante: a diferença entre a Academia e o Mercado de Trabalho. Tal diferença reside no fato de as teorias estudadas na Academia não são modelos que permanecem imutáveis frente às variáveis que se encontram na realidade, ou seja, elas devem apenas servir como uma base de direcionamento para poder lidar com esta ou aquela situação. Assim, quando somos alunos somos dependentes, precisamos de supervisão e aprendemos com nossos erros, mas quando se é profissional é necessário ter independência, responsabilidade e a consciência de que qualquer erro pode ser fatal para a organização a qual pertencemos e até para a nossa própria vida profissional. Outro fator que é citado por ele é a falta de aproximação entre Academia e Mercado, pois muitas instituições de ensino não acompanham as exigências do Mercado, ao passo que este também não repassa os parâmetros que devem nortear a formação de mão-de-obra qualificada para atendê-lo. Isto resulta numa subqualificação de mão-de-obra, ficando muito aquém da qualificação ideal para desenvolvimento do Mercado e, também, dos profissionais incluídos nele.
Lima prossegue sua palestra mostrando-nos a jovialidade da Ciência da Administração, que só passou a ser considerada profissão no Brasil por intermédio da lei 4.769 de 9 de setembro de 1965, e a dificuldade de se determinar um campo especifico de atuação por ser uma ciência altamente genérica. Ele ressalta, ainda, a incompletabilidade da lei que regulamenta nossa profissão, lei esta que apresenta tais falhas por não ter sido redigida por administradores e, com isso, desconhece, ou finge desconhecer, alguns dos pontos ligados aos interesses de nossa classe. Em seguida, Lima nos apresenta os Conselhos Regionais e Federal de Administração, órgãos responsáveis pelo registro dos profissionais realmente aptos a exercer esta profissão, e que têm por missão difundir a Ciência da Administração, valorizar o profissional da área e defender a sociedade ao usar nossos conhecimentos para construção da mesma.
Após estas conjecturas, somos apresentados a quatro campos de atuação de nossa Ciência, ou seja, campos onde deverá constar pelo menos um administrador devidamente registrado para representar a organização, determinados pelo artigo 2º, alínea “a” da lei que regulariza a profissão, a saber:
a) administração financeira, orçamentária e patrimonial;
b) seleção e administração de pessoal;
c) administração de comércio exterior; e
d) administração de material, mercadologia e de produção.
Ainda são apresentados dados relativos ao ensino da Administração, mostrando-nos o grande número de instituições que possui este curso em seu portfólio, o perfil do administrador e a postura dos recém-formados no mercado de trabalho. É importante citar o destaque que Lima deu ao fato de o Mercado de hoje possuir uma flexibilidade bem maior do que há algum tempo atrás e de considerar que um bom administrador tem que ter confiança, atitude, persistência, visão sistêmica e aberta do todo e, principalmente, promover ações que possibilitem maior sinergia entre pessoas e recursos para atingir, assim, os objetivos da organização e da sociedade, ou seja, uma conduta fundamentada no respeito.
Ao final da palestra, foram apresentadas algumas das ações dos conselhos (que estão embasadas na fiscalização do exercício da profissão e das condições para que isso ocorra sem desvios e na promoção da qualidade e do bem-estar do administrador, houve a exibição de um curta-metragem que buscava [grifo proposital] mostrar a evolução da humanidade através dos tempos e instigava a procurar perceber os detalhes que podem fazer a diferença mesmo em situações de aparentemente dificuldade (na verdade, um exemplo da contaminação que, infelizmente, a Administração vem sofrendo da “literatura” pseudocientifica acerca de conceitos de motivação e auto-estima) e a entrega do diploma de participação no evento ao palestrante pelas mãos do Prof. Administrador Especialista Allan Carneiro.
Assim, considero que o evento teve uma boa organização, o conteúdo apresentado ajudou-me a entender parte da importância dos conselhos e como poder ser visto como um profissional com diferencial, o palestrante mostrou-se um bom orador e dominador do assunto ministrado, porém me desagradou à falta de tempo para tirar algumas dúvidas que, naturalmente, passam a surgir quando se entra em contato com novos conhecimentos.
Palestrante: Diretor de Fiscalização e Registro do Conselho Federal de Administração (CFA) Adm. José Célio Santos Lima
Local: Auditório FACI II Data: 25/9/2008
O evento aqui relatado é o desfecho da IX Semana Acadêmica de Administração da FACI, que se iniciou com a execução do Hino do Estado do Pará e da música “Sabor Marajoara”, de autoria do cantor e compositor paraense Nilson Chaves, e com o pronunciamento do Prof. Gilberto Alcindo, coordenador do curso de Administração da FACI, do Prof. de Ciências Sociais e Políticas Cláudio Carvalho e do graduando em Administração Emerson Lima, representante do Centro Acadêmico, que agradeceram a todos os envolvidos na realização do evento e enfatizaram a importância da Semana Acadêmica como forma de intercâmbio de conhecimentos entre acadêmicos e profissionais de destaque em suas áreas de atuação e a conscientização de que o aprendizado deve ser constante. Após os pronunciamentos, desfez-se a mesa e o palestrante José Lima iniciou sua palestra criticando ferrenhamente o Secretário de Gestão do Estado de Alagoas, que classificou a classe administradora alagoana como incompetente num evento realizado na faculdade CESMAC (Centro de Estudos Superiores de Maceió), ressaltando que tal incompetência não provém de administradores em si, mas sim de cabos eleitorais que ocupam cargos administrativos sem qualidade para tal por conta de favores políticos. Após esta critica, ele inicia a demonstração do papel do administrador no Mercado de Trabalho, seus cenários e suas perspectivas.
Lima destaca um fato muito importante: a diferença entre a Academia e o Mercado de Trabalho. Tal diferença reside no fato de as teorias estudadas na Academia não são modelos que permanecem imutáveis frente às variáveis que se encontram na realidade, ou seja, elas devem apenas servir como uma base de direcionamento para poder lidar com esta ou aquela situação. Assim, quando somos alunos somos dependentes, precisamos de supervisão e aprendemos com nossos erros, mas quando se é profissional é necessário ter independência, responsabilidade e a consciência de que qualquer erro pode ser fatal para a organização a qual pertencemos e até para a nossa própria vida profissional. Outro fator que é citado por ele é a falta de aproximação entre Academia e Mercado, pois muitas instituições de ensino não acompanham as exigências do Mercado, ao passo que este também não repassa os parâmetros que devem nortear a formação de mão-de-obra qualificada para atendê-lo. Isto resulta numa subqualificação de mão-de-obra, ficando muito aquém da qualificação ideal para desenvolvimento do Mercado e, também, dos profissionais incluídos nele.
Lima prossegue sua palestra mostrando-nos a jovialidade da Ciência da Administração, que só passou a ser considerada profissão no Brasil por intermédio da lei 4.769 de 9 de setembro de 1965, e a dificuldade de se determinar um campo especifico de atuação por ser uma ciência altamente genérica. Ele ressalta, ainda, a incompletabilidade da lei que regulamenta nossa profissão, lei esta que apresenta tais falhas por não ter sido redigida por administradores e, com isso, desconhece, ou finge desconhecer, alguns dos pontos ligados aos interesses de nossa classe. Em seguida, Lima nos apresenta os Conselhos Regionais e Federal de Administração, órgãos responsáveis pelo registro dos profissionais realmente aptos a exercer esta profissão, e que têm por missão difundir a Ciência da Administração, valorizar o profissional da área e defender a sociedade ao usar nossos conhecimentos para construção da mesma.
Após estas conjecturas, somos apresentados a quatro campos de atuação de nossa Ciência, ou seja, campos onde deverá constar pelo menos um administrador devidamente registrado para representar a organização, determinados pelo artigo 2º, alínea “a” da lei que regulariza a profissão, a saber:
a) administração financeira, orçamentária e patrimonial;
b) seleção e administração de pessoal;
c) administração de comércio exterior; e
d) administração de material, mercadologia e de produção.
Ainda são apresentados dados relativos ao ensino da Administração, mostrando-nos o grande número de instituições que possui este curso em seu portfólio, o perfil do administrador e a postura dos recém-formados no mercado de trabalho. É importante citar o destaque que Lima deu ao fato de o Mercado de hoje possuir uma flexibilidade bem maior do que há algum tempo atrás e de considerar que um bom administrador tem que ter confiança, atitude, persistência, visão sistêmica e aberta do todo e, principalmente, promover ações que possibilitem maior sinergia entre pessoas e recursos para atingir, assim, os objetivos da organização e da sociedade, ou seja, uma conduta fundamentada no respeito.
Ao final da palestra, foram apresentadas algumas das ações dos conselhos (que estão embasadas na fiscalização do exercício da profissão e das condições para que isso ocorra sem desvios e na promoção da qualidade e do bem-estar do administrador, houve a exibição de um curta-metragem que buscava [grifo proposital] mostrar a evolução da humanidade através dos tempos e instigava a procurar perceber os detalhes que podem fazer a diferença mesmo em situações de aparentemente dificuldade (na verdade, um exemplo da contaminação que, infelizmente, a Administração vem sofrendo da “literatura” pseudocientifica acerca de conceitos de motivação e auto-estima) e a entrega do diploma de participação no evento ao palestrante pelas mãos do Prof. Administrador Especialista Allan Carneiro.
Assim, considero que o evento teve uma boa organização, o conteúdo apresentado ajudou-me a entender parte da importância dos conselhos e como poder ser visto como um profissional com diferencial, o palestrante mostrou-se um bom orador e dominador do assunto ministrado, porém me desagradou à falta de tempo para tirar algumas dúvidas que, naturalmente, passam a surgir quando se entra em contato com novos conhecimentos.
Fruto da mente inquieta (e por vezes insana) de:
Amarildo Ferreira
A clepsidra gotejava:
12:08
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Administração,
Eventos
Relato da palestra de abertura da Semana Acadêmica de Administração realizada pela Faculdade Ideal com o tema Administrador Social.
Evento: Palestra
“Políticas Públicas, Desenvolvimento Social e Empresarial”
Palestrante: Prof. Dr. em
Economia Francisco Marcelo Garritano Barone (EBAPE/FGV)
Local: Auditório FACI II Data: 23/9/2008
Local: Auditório FACI II Data: 23/9/2008
O evento a ser relatado marcou o inicio da IX Semana Acadêmica de Administração da Faculdade Ideal e, como é de praxe, teve entre suas solenidades pronunciamentos dos organizadores do evento, do Diretor Geral da Mantenedora da Instituição, Prof. Manoel Leite, e do Diretor Geral do Grupo Educacional Ideal, Prof. João Messias. O palestrante Francisco Barone iniciou sua palestra explicando-nos que a economia é dinâmica e mutável, citando a crise americana e a intervenção estatal nesta como forma de entendermos que, apesar das depressões que sofre, o sistema capitalista recompõe-se ao longo do tempo, surgindo assim novos regimes dentro do mesmo sistema econômico. Para exemplificar, lembrou a intervenção do governo Fernando Henrique no setor bancário no inicio do Plano Real para evitar um colapso do sistema financeiro brasileiro, ressaltando que, embora à época tenha parecido para alguns um mau negócio, tal medida, análoga a adotada nos Estados Unidos, evitou a desestruturação da economia brasileira e ainda resultou em títulos cambiais às partes envolvidas. Em seguida, Barone citou o que ele considera questões importantes para os novos administradores, tais como buscar ser um profissional com diferencial, capacitado para assumir seu papel no desenvolvimento do país, sabendo promover e preservar sua imagem num mundo cada vez mais dinâmico e que cobra uma preparação de qualidade e ininterrupta.
Somente após fazer essa rápida apresentação à Economia e às exigências do Novo Mercado estabelecido, é que Barone começa realmente a ministrar sua palestra, citando Santo Agostinho ao dizer que uma cidade é feita de homens e não de casas e que são esses homens que fazem a diferença nas organizações e, consequentemente, na Sociedade. Ele nos explica que toda organização tem por objetivo a maximização da riqueza de seus acionistas (incluindo-se também nesse conceito organizações públicas, onde os acionistas são os membros da Sociedade que aplicam como “capital” os impostos que pagam e que devem ser revertidos em benefícios da própria Sociedade) e a preservação da riqueza de todos aqueles que influenciam ou são influenciados direta ou indiretamente pela organização, os chamados stakeholders.
Ora, fala-se muito em administrador social, mas o que é esse tipo de administrador e como ele pode ser responsável pelo desenvolvimento do país?
Para entender o papel do administrador nesta nova sociedade, Barone apresenta os oito objetivos de desenvolvimento do Milênio (erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir a educação básica universal; promover a igualdade entre os sexos e a valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento), assumidos por 191 nações, juntamente com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) que nos mostram as situações atuais de tais itens, indagando-nos sobre como atingir essas metas até 2015, prazo estipulado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O próprio Barone nos responde que tais metas não serão atingidas plenamente com os modelos de desenvolvimento adotados atualmente, afirmando que a única maneira de atingir tais objetivos dentro do sistema capitalista não é com o perdão das dívidas das nações pobres ou em desenvolvimento pelos países de mercado consolidado e nem com políticas paternalistas por parte do governo, e sim dando capacidade aos indivíduos para desenvolverem atividades produtivas de maneira sustentável. Para o palestrante, isso acontecendo dá ao cidadão uma possibilidade de cuidar melhor de sua saúde e da saúde de sua família, facilita o acesso à educação de qualidade, aquece a economia e cria mais empreendedorismo, gerando um círculo virtuoso, o chamado efeito multiplicador da renda. Mas, de que forma aumentar o acesso da população à atividades produtivas e, ao mesmo tempo, de maneira sustentável?
Barone utiliza a Teoria do Desenvolvimento Econômico formulada por Joseph Schumpeter em 1911 e da Transformação Social proposta pelo Economista C. K. Prahalad para mostrar como isso é possível. Assim, o primeiro prega que o desenvolvimento sustentável só é possível com exploração e materialização de novas oportunidades, concretizando o espírito empreendedor na sociedade, com inovações tecnológicas (a chamada Destruição Criativa, onde as tecnologias criadas tem maior obsolescência para abrir espaço para novas tecnologias), aumentando a facilidade de acesso ao crédito e adaptando as decisões às peculiaridades locais, tendo como foco mulheres, jovens, universitários, empresas jovens e/ou de rápido crescimento); ao passo que o segundo baseia-se na ideia do Capitalismo Inclusivo, no qual deve ocorrer o incentivo do acesso das camadas mais pobres da Sociedade ao consumo, aumentando seu poder de compra com disponibilização de crédito, partindo do pressuposto de que “o pote de ouro está na base da pirâmide social”.
Barone destaca que é o Estado que deve dá suporte ao desenvolvimento, passando a estruturar-se mais para tanto, fornecendo o entorno, como, por exemplo, educação de qualidade, revendo as leis tributárias, “enxugando” o processo de abertura de firmas que, por seu alto grau de morosidade, inibe o desenvolvimento de empresas, e facilitando o acesso dos novos empreendedores ao crédito. Assim, o Estado deve redefinir seu papel, trabalhando com todos seus vetores (municipal, estadual e federal) convergindo a uma mesma direção, amparando e dando suporte para a iniciativa privada gerar riquezas e desenvolvimento, papel inverso ao qual este vem desempenhando, particularmente no Brasil, ao inibir o desenvolvimento do empreendedorismo de forma mais ampla e formal com sua elevada carga tributária (cerca de 40% do PIB), processos de abertura de firma que chegam a durar até 100 dias e a grande dificuldade de acesso ao crédito. Outro ponto colocado foi a possível venda da Amazônia ao capital estrangeiro como solução em potencial, destacando-se que abrir mão da Amazônia é abrir mão da soberania nacional, onde a cabível e única forma possível é aproveitar esse capital externo que tem a Amazônia como porta de entrada para promover o desenvolvimento nacional de forma sustentável, racional e regulado pelo Estado.
Assim, o Estado deve está disposto a assumir seu papel de incentivador do desenvolvimento e o capital privado deve posicionar-se com maior parceria junto ao Governo e a Sociedade, todos conscientes de que tais melhorias são um investimento de longo prazo e que requer planejamento voltado para as necessidades locais, não a absorção de modelos estrangeiros que não se encaixam em nossa realidade, tanto cultural como econômica.
Fruto da mente inquieta (e por vezes insana) de:
Amarildo Ferreira
A clepsidra gotejava:
11:59
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