terça-feira, 5 de outubro de 2010

Uma breve apresentação sobre Planejamento*

"Para fazer alguma coisa, é necessário querer muito.
Para querer apaixonadamente, é necessário acreditar com loucura."
                                          (Regis Debray)

Na atualidade, o trabalho ocupa a maior parte do tempo das pessoas, que acabam por reclamarem da insuficiência de tempo para dedicação à família, à religião ou ao lazer, por exemplo. Nesse contexto, o planejamento apresenta-se como solução, pois este é a busca de soluções criativas e inovadoras por meio do uso do pensamento antes da execução da ação, não pretendendo prever o futuro, mas buscando definir antecipadamente as ações a serem tomadas para alcance dos objetivos traçados, uma vez que as pessoas não podem administrar o tempo, mas podem administrar as atividades que serão realizadas durante esse tempo.
Para possibilitar a realização do planejar, são necessários quatro itens essenciais: objetivos (o que se deseja), ações (o que vai ser feito para alcançar os objetivos definidos), responsáveis (definição dos nomes das pessoas incumbidas de executar as ações definidas) e prazos (definição da data e horário limite para execução das ações). Além desses quatro itens considerados essenciais, um processo de planejamento também exige método (do grego meta = além + hodos = caminho), que é a ação que leva ao alcance dos objetivos estabelecidos e da mudança desejada, e flexibilidade, que considera o nível de exigência dos interessados no planejamento e as contingências de cada situação, tornando necessárias, em diversas situações, negociações que possibilitem a tomada de medidas pautadas no consenso entre as partes envolvidas.
Todos estes itens serão definidos durante as etapas de elaboração do planejamento, que são:
a. Identificação do problema;
b. Definição dos objetivos e metas a serem alcançados;
c. Estabelecimento das ações necessárias ao alcance dos resultados desejados, com clara definição dos responsáveis e dos prazos iniciais, parciais e finais de cada ação;
d. Definição dos recursos necessários para alcance do resultado almejado, com estabelecimento das formas de obtenção destes;
e. Implementação das ações necessárias, iniciando-se pelas ações prioritárias e que dependem apenas dos recursos já disponíveis;
f. Acompanhamento da evolução das ações implementadas, verificando-se a adequação aos prazos;
g. Identificação e replanejamento do que precisa ser alterado para alcance dos resultados desejados; e
h. Avaliação e divulgação dos resultados obtidos, verificando-se as etapas onde houve falhas para possibilitar ações corretivas ou, em caso de alcance dos resultados desejados ou superação das expectativas, reconhecimento dos méritos pelo alcance dos resultados.

Importante citar que o planejamento deve levar em consideração os objetivos e ações prioritárias, sendo prioridade definida como aquilo que deve vir em primeiro lugar, podendo ser estabelecida por meio da verificação do impacto que o não alcance de um objetivo ou a não execução de uma ação causará no resultado. Além disso, também é interessante ser citado que um planejamento deve ter bem definido aquilo que não pode ser ou que não se pretende realizar, entretanto tais pontos devem ser revisados periodicamente, uma vez que o planejamento não constitui processo imutável.
Além de tudo o que foi exposto, vale ressaltar que o planejamento pode ser realizado individualmente ou em grupo, sendo que este fator será definido de acordo com a necessidade apresentada e recursos disponiveis. Assim, o planejamento individual tem como característica maior rapidez, entretanto o planejamento em grupo apresenta tendência de possuir maior consistência e qualidade quando seus integrantes estão direcionados ao mesmo foco, pois possibilita superação das limitações individuais de raciocínio e análise sob diversos enfoques.

*Texto baseado no conteúdo ministrado pelo Prof. M. Sc. Josué A. Monteiro Azevedo na oficina "Planejamento: uma ferramenta para a Qualidade de Vida" durante a programação da XI Semana Acadêmica de Administração da Faculdade Ideal (FACI).

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Oração do Administrador


"Senhor, diante das organizações devo ter CONSCIÊNCIA de minhas responsabilidades como ADMINISTRADOR. Reconheço minhas limitações, mas, humildemente, junto com meus companheiros de trabalho busco o consenso para alcançar a SOLUÇÃO e tornar o trabalho menos penoso e mais produtivo; Senhor, despido do egoísmo, quero crescer, fazendo crescer, também, os que me cercam e que são a razão de minha escolha profissional; Senhor, ADMINISTRE o meu coração para que ele siga o caminho do bem, pois, a mim caberá realizar obras sadias para tornar as organizações cada vez melhores e mais humanas."

Administrador: 45 anos construindo o futuro, desenvolvendo a Sociedade e modernizando o Estado!*


"Prometo dignificar minha profissão, consciente de minhas responsabilidades legais,
observar o Código de Ética, objetivando o aperfeiçoamento da Ciência da Administração,
o desenvolvimento das Instituições e a grandeza do Homem e da Pátria".
(Juramento do Administrador)



Há 45 anos foi publicada a lei n° 4.769, regulamentando a profissão de Administrador no Brasil. Tal fato é relembrado na data de hoje, quando se comemora o dia desse profissional que é o responsável pelo direcionamento das diversas organizações que compõem o contexto social.
Relativamente, o ensino de Administração no Brasil é recente, pois  começou a ser delineado apenas a partir de 1941, com a criação do primeiro curso na Escola Superior de Administração de Negócios – ESAN/SP, inspirado no modelo do curso da Graduate School of Business Administration da Universidade de Harvard, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, os primeiros cursos foram criados em 1881, ano da criação da Wharton School. No Brasil, o ensino da ciência da Administração passou a se consolidar somente a partir de 1952, quando é criada a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, da Fundação Getúlio Vargas – EBAPE/FGV, no Rio de Janeiro, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e da United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciêcia e Cultura - UNESCO), e de 1954, quando é criada a EBAPE/SP, surgindo o primeiro currículo especializado em Administração, com o objetivo de formar especialistas em técnicas modernas de Administração e tornando-se referência para os outros cursos que surgiram no país.
Vale citar que no contexto de ensino da Admistração no Brasil e a América Latina, a FGV se apresenta como a pioneira e a mais importante instituição para o desenvolvimento da ciência. Criada por meio do Departamento de Administração do Serviço Público (DASP), em 1938, cuja finalidade inicial era estabelecer um padrão de eficiência no serviço público federal, além de criar canais mais democráticos para o recrutamento de Recursos Humanos para a administração pública, por meio de concursos de admissão, a FGV surgiu por meio do Decreto nº 6.933 como uma entidade voltada ao estudo de princípios e métodos da organização racional do trabalho, com o objetivo de qualificar o quadro de pessoal para a administração pública e privada.
Bem, a partir desses três momentos iniciais, que culminaram com a regulamentação dessa profissão e a difusão de seu ensino, inicia-se um processo de evolução, facilmente perceptível ao verificarmos que, dentre os cursos englobados na área das Ciências Sociais Aplicadas, o de Administração é o que apresenta maior expansão, principalmente a partir da década de 1990. Entretanto, ainda há muito o que evoluir, principalmente no que diz respeito à uma melhor especificação das áreas de atuação do administrador, à criação de uma linha científica que tenha foco nas peculiaridades locais, substituindo o paradigma de supremacia das Teorias Estrangeiras, e ao surgimento de uma consciência e de um posicionamento mais efetivos no que diz respeito ao papel do administrador não apenas dentro das organizações, mas frente à Sociedade e ao Estado constituído.
(Texto adaptado de *Comissão de Formatura AGBF 2011.2* "A Formatura Ideal!", escrito por Amarildo Ferreira Júnior em 9 de setembro de 2009)


Faça download por aqui:




*Frase do título de autoria de @amarildofjunior e uma das ganhadoras do concurso de frases e vídeos do Movimento Administração em Ação.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

#souadm


"Administrador: 46 anos construindo o futuro, desenvolvendo a Sociedade e modernizando o Estado!"
(Amarildo Ferreira Júnior)
Conheça outras frases ganhadoras acessando:

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nova Série de Postagens: GesLinguística - O Idioma da Gestão


"Por que que a crença no futuro é fatal e a serpente simboliza o mal?"
(Raul Seixas)

Após um tempo parado devido problemas com meu computador, estou de volta e nessa retomada de caminhada verifiquei que o mundo dos negócios está cheio de termos específicos que, muitas vezes, não são de fácil compreensão para todos. Por isso, decidi iniciar uma nova série de postagens na qual irei apresentar alguns dos termos utilizados no mercado, muitos dos quais originários da Administração, com o objetivo de compartilhar o conhecimento de seus significados, funcionando, portanto, como um Dicionário Empresarial. Então, entre uma ou outra postagem da Série "Leitura Obrigatória" e alguns artigos, esta nova série, que denominei de "GesLinguística - O Idioma da Gestão", se fará presente. Espero que gostem...


GesLinguística - O Idioma da Gestão: Know-How e Know-Why.

Know-How: é o conhecimento sobre como executar determinada tarefa dentro de nossa área de atuação, podendo também ser chamado de conhecimento processual.
Know-Why: é o conhecimento que nos permite entender o por quê de determinada situação, permitindo ao seu detentor assumir melhores posições dentro de um contexto de quebra de paradigmas.

Importante citar que Know-How e Know-Why não devem ser vistos como pontos antagônicos, uma vez que este é o caminho para alcançar aquele, mas como complementares entre si e que, quando combinados da melhor forma, geram diferenciais competitivos à pessoa ou organização que utilizá-los, uma vez que serão conhecidas as causas de determinadas situações e de que forma se deve agir perante elas.

Dica: acesse http://sandrocan.wordpress.com/2009/02/11/a-importancia-do-know-why/ e conheça um pouco mais sobre estes dois termos e o contexto em que se inserem.



segunda-feira, 10 de maio de 2010

Hot Holl Sushi é destaque na VI Semana do Empreendedor da FACI

Nos dias 4, 5 e 6 de maio de 2010, a Faculdade Ideal (FACI) promoveu a VI Semana do Empreendedor, evento anual que ocorre no mês de maio e tem como objetivo dar oportunidades aos acadêmicos da instituição de colocar em prática os conhecimentos adquiridos, aperfeiçoando suas qualidades e fomentando o espirito empreendedor de seus discentes. O evento é formado por uma série de palestras e mini cursos ministrados pelos docentes da instituição e por profissionais que possuam experiência e destaque em suas áreas de atuação, além da Feira do Empreendedor, principal produto do evento, onde são disponibilizados stands a alunos, profissionais e público externo para exposição e comercialização de produtos e serviços, estimulando a criatividade e o talento empreendedor dos participantes, além de possibilitar ampliação do network de todos os envolvidos. Em sua 6ª edição, a Semana trouxe o tema "Capitalizando seu Empreendimento", destacando-se na Feira o stand nº 12 que levou para o evento uma parceria realizada entre os alunos da turma AGBF5A (5º período) Amarildo Ferreira Júnior, Davi Mesquita e Rodrigo Franco com a micro empresa Hot Holl Sushi, especializada na elaboração do prato japonês de forma rápida, barata e com qualidade. O stand inovou não só ao levar um tipo de alimento que não tinha espaço nas outras edições do evento e que é apreciado pelo público que prestigia a Feira, mas também pela decoração, pela forma que seus expositores se relacionavam com todo o público presente e por disponibilizar vendas à crédito ou débito automático. Também foram de fundamental importância o trabalho executado pelos amigos Jorge Giordano e Leandro Martins (ambos da AGBF5A) e pelos representantes do Hot Holl Sushi, Éder Rodrigues e Jonathan.  
Da esquerda para a direita:
Rodrigo Franco, Prof. Oswaldo Jr., Davi Mesquita, Jorge Giordano, Amarildo Ferreira, Éder Rodrigues e Jonathan


Os idealizadores da parceria:
Davi Mesquita, Rodrigo Franco e Amarildo Ferreira (segundo o trio, mais surpresas virão, aguardem!)


A equipe reunida

 Stand lotado: calma que tem para todo mundo

Ao final do evento o stand ainda disponibilizou uma barca repleta de sushi para o público degustar

Fim de Feira: todo mundo trabalhando para desmontar a decoração montada

sábado, 3 de abril de 2010

Resenha A Administração de custos, preços e lucros

Nome do Livro: A Administração de Custos, Preços e Lucros
Autor: Adriano Leal Bruni – mestre e doutor em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) e sócio da Infinita Consultoria e Treinamento.
Editora: Atlas, 3ª Edição (2008)
Preço médio: R$ 60,00


Adquirido na XIII Feira Pan-Amazônica do Livro, realizada em novembro de 2009 no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia –, este livro apresenta conhecimentos básicos para qualquer profissional ou estudante das áreas administrativa, contábil ou financeira, que, entretanto, nem sempre buscam tais conhecimentos, ficando, nesses casos, com a empregabilidade comprometida. Quinto livro da série Desvendando as Finanças, a obra é dividida em 9 capítulos, sendo o último apresentação de um recurso elaborado por Bruni e disponível no site da editora Atlas ou no site dos livros da série (site Minhas Aulas), chamado de modelo CUSTOFACIL.XLS, tratando-se de uma planilha eletrônica que pode ser aplicada para análise de ponto de equilíbrio, decisões sobre materiais diretos, realização de rateios e elaboração de preços para comércio, serviços ou indústria. Além da CUSTOFACIL.XLS, existem outros recursos nos sites mencionados, como slides elaborados pelo autor e a resolução completa de todos os exercícios apresentados no decorrer do livro, dentre outros recursos.

O objetivo da obra, segundo o próprio autor, é apresentar de forma clara e simples os principais conceitos associados ao processo de registro e gestão de custos, o que realmente ocorre e justifica minha indicação do livro. Entretanto, convém citar que o livro pode frustrar o leitor que deseje ter uma obra em que as lições são apresentadas com aplicação prática no Excel ou na calculadora HP12C, uma vez que o livro traz em sua capa a citação “com aplicações na HP12C e Excel” e só apresenta tais aplicações nas páginas 144, 145 e 289 a 294 (aplicações com a HP12C) e no capítulo 9 (aplicações com o Excel, sendo este capítulo dedicado exclusivamente à apresentação da CUSTOFACIL.XLS). Considero também um erro o excesso de divulgação dos outros livros da série, que são indicados na orelha do livro, na apresentação da série, no final de cada capítulo e, em alguns momentos, no meio dos capítulos, o que ficou desgastante e gerou a sensação de que a editora, o autor ou ambos desejam enfiar goela abaixo e de qualquer forma a série toda, quando acredito que deveriam apostar no interesse que a leitura do livro geraria para obtenção dos outros de forma mais natural ou, se induzida, de forma menos “violenta”. Ademais, o livro é de boa leitura e tem certa contribuição para uma boa formação profissional, principalmente por apresentar uma quantidade de exercícios que facilita a fixação dos conceitos aprendidos.

Inicialmente, no capitulo 1 (Os custos, a Contabilidade e as Finanças), Bruni apresenta conceitos como o de Contabilidade Financeira, patrimônio, resultado e fluxo de caixa, com as respectivas importâncias e os seus componentes. O capítulo apresenta a estrutura de balanço patrimonial e aborda a questão dos prazos de pagamento ou recebimento. Também são apresentados nesse capítulo os regimes de competência e de caixa, os principais termos técnicos contábeis (gastos, receitas, custos, deduções, investimentos, despesas, resultado, perdas) e as visões da contabilidade financeira, da gerencial e da contabilidade de custos, fazendo-se um paralelo entre elas e entre a contribuição que cada uma traz para a empresa.

O capítulo 2 (Os Custos e a Contabilidade Financeira) vem apresentar as diferentes formas de classificar os custos (em função da forma de associação aos produtos elaborados, de acordo com a variação em relação ao volume produzido, de acordo com a controlabilidade, em relação a alguma situação específica ou em função da análise do comportamento passado) e o custeio por absorção. O próximo capítulo (Os Custos e a Contabilidade Gerencial) apresenta a forma como as decisões se relacionam com os gastos, descrevendo os gastos fixos e variáveis e a implicação de cada um desses no processo decisório, além de apresentar a relação custo-volume-lucro dentro da contabilidade gerencial. Aqui também é apresentado o conceito, a análise e as diferentes formas de calcular o ponto de equilíbrio; o que são e qual a importância dos três tipos de alavancagem e das margens de segurança, apresentando-se, também, os conceitos de ROI (Retorno sobre o Investimento) e ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido).

O quarto capítulo (Os Custos e seus Componentes) apresenta os três componentes formadores dos custos (Material Direto, Mão-de-Obra Direta e Custos Indiretos de Fabricação), apresentando formas de calcular cada um destes e maneiras de realizar seus lançamentos contábeis para auxiliar na tomada de decisões. Este capítulo também apresenta três critérios que podem ser utilizados para avaliação do estoque de mercadorias – PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai), UEPS (Último que Entra, Primeiro que Sai) ou Custo Médio Ponderado – citando suas respectivas vantagens e desvantagens. Também são apresentados conteúdos referentes à programação de compras e estoques de materiais diretos (cálculos de custo de estocagem, custo de pedido, estoque médio, intervalo de pedido, número de ressuprimentos a serem realizados num determinado intervalo e Lote Econômico de Compra) e à mão-de-obra ociosa durante a produção. Além desses conceitos, são apresentados os principais centros de custos e a importância de sua utilização para facilitar o processo de rateio dos custos e alocação das despesas aos produtos. Por fim, o capítulo apresenta o custeio por atividades e é nele a primeira vez que o autor apresenta uma aplicação da HP12C, descrevendo como a calculadora pode efetuar cálculos de média aritmética simples ou ponderada.

No capítulo 5 (Os Custos e A Margem de Contribuição), Bruni faz uma comparação entre o custeio direto e o custeio variável, apresenta a margem de contribuição e sua importância e descreve os principais problemas no rateio dos custos, sugerindo soluções e adaptações das formas de rateio para cada situação apresentada. Há neste capítulo uma abordagem sob a ótica da Teoria das Restrições associada à margem de contribuição para determinação do mix de produtos que deve ser produzido. O capítulo 6 (Tributo, Custos e Preços) vem apresentar como os diferentes impostos, sobretudo o Imposto de Renda e a forma de sua tributação adotada pela empresa, implicam na administração dos custos e formação dos preços. Para isso, Bruni apresenta as três formas de tributação do IR no Brasil (Lucro Real, Presumido ou Simples Nacional), descrevendo as principais vantagens de cada uma e em qual momento uma vai ser mais vantajosa que as outras duas. Mas, Bruni não se resume apenas a apresentar as formas de tributação do IR, ele também apresenta tabelas com as porcentagens de que são aplicadas a cada atividade e descreve quais atividades se encaixam em qual forma de tributar o IR. O autor também apresenta as formas de se calcular impostos “por dentro” ou “por fora” e explica a cumulatividade ou não-cumulatividade fiscal e a substituição tributária, além de apresentar os principais impostos associados à formação de preço e maneira de trabalhar com cada um deles nesse processo (Cofins, PIS, IR, CSSL, ISS, ICMS, IPI). Interessante é que Bruni divide didaticamente os impostos em Impostos Gerais (Cofins, PIS, CSSL, IR) e Impostos Específicos (ISS, ICMS e IPI – impostos para serviços, comércio e indústria, respectivamente), o que facilita o processo de aprendizado. Quanto ao ICMS, Bruni tem maior cuidado ainda ao apresentar a forma como se dá a cobrança deste em relações comerciais entre os Estados diferentes ou quando este possui substituição tributária.

O capítulo 6 (Os Custos, os Preços e os Lucros) trabalha com três diferentes métodos de formar preços (baseado em custos, baseado no valor percebido ou análise da concorrência). É apresentada aqui a relação entre preços, custos e valores percebidos e é nesse capítulo que se enumera os componentes do preço (lucro, impostos, despesas e custos). Bruni também apresenta a maneira como se elabora e aplica uma taxa de marcação (Mark-up) e atenta para o fato de que não se deve usar uma única maneira de elaboração de preço para evitar preços que não correspondam ao valor dado ao produto/serviço ou preços fora de uma intersecção que traga benefícios tanto para o consumidor como para a empresa. Aqui também é feita uma relação entre lucratividade e rentabilidade como forma de avaliação de desempenho de uma empresa. É nesse capitulo que aparece, pela segunda vez, aplicações da HP12C, agora já sob uma ótica financeira levando em consideração juros, valores presentes ou futuros e séries de pagamentos antecipadas ou postecipadas.

Por fim, o capítulo 8 (Os Preços, o Marketing e a Estratégia) é o único em que não há predominância de cálculos, mas tem sua importância justificada ao atentar para a importância do posicionamento estratégico nas empresas. O capítulo vem apresentar conceitos como valor percebido e seus condicionantes, posicionamento de produtos e sua relação com a formação do preço, formas de percepções do produto, cadeia de valor e estratégia de negócios, apresentando, para tanto, vários casos práticos, inclusive em seus exercícios, alguns dos quais adaptados mas que, com um pouco de conhecimento de mercado e de percepção, podem ser identificados.

Bem, como disse no inicio deste artigo, o que me influenciou a indicar esse livro como uma foi a simplicidade como o autor expôs seus conhecimentos, alguns dos quais eu já até possuía, mas, no todo, sua leitura me enriqueceu um pouco mais, cumprindo o que se propôs. Como principal ensinamento, posso dizer que o livro me mostrou que não é tão complicado gerir custos e formar preços para atingir lucro, bastando, para tanto, não utilizar apenas este ou aquele método, mas integrar todo o conjunto de conhecimentos adquiridos e aplicá-los associadamente, buscando sempre o ponto de inflexão que melhor se apresentar.

Até a próxima Resenha!

Fora, Temer!